Características do verdadeiro amor

“Verdadeiro amor” … realmente é perfeito, é extraordinário, as características do amor. Como é intenso sentir que o nosso amor é presente e precioso em todos os momentos. Em tudo o que fazemos, e a qualquer hora e lugar... Sinto que este sentimento me move... para enfrentar qualquer barreira, qualquer obstáculo. O nosso amor vai muito mais além de pequenos projetos e, atravessam ... Características do verdadeiro amor 1ª João 3:11-24 O Dicionário Essencial da Língua Portuguesa conceitua a palavra amor como: “Afeição profunda a outrem, a ponto de estabelecer um vínculo afetivo intenso, capaz de doações próprias, até o sacrifício”. Embora podemos encontrar em outros dicionários definições similares, na ... 5 Características do amor verdadeiro Quem está realmente preparado para um relacionamento, mesmo que não seja lá muito romântico, gosta de acreditar que vai encontrar um amor verdadeiro. Algo próximo do que falam as músicas românticas. Características do amor verdadeiro Prazer. O amor dá prazer: prazer em viver, em amar e em estar junto. O amor transborda o coração da gente e faz com que tudo seja bom, com que tudo seja justo. Copiar texto Copiado Compartilhar Próxima O amor verdadeiro é ação, tanto de você para o outro, quanto do outro para você. A melhor forma de demonstrar é através de nossos atos. O amor é aquilo que fazemos, não o que dizemos. Nossos atos devem demonstrar amor e devemos esperar o mesmo de nossos parceiros. Definir o que é o amor verdadeiro é algo muito complexo, quase impossível. Isso porque é um sentimento único para cada pessoa, cada um vive o amor de uma forma diferente. Mas é possível listar algumas características comuns a um relacionamento saudável, que envolve o carinho, o respeito e o companheirismo que o amor verdadeiro exige. O amor de Deus é eterno e ninguém o consegue destruir. Todas as outras coisas poderão passar, mas o amor que vem de Deus nunca vai acabar. Graças a Deus por seu amor eterno! Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor. 1 Coríntios 13:13. Veja aqui mais versículos sobre o amor. Nós do MCA separamos várias características do amor verdadeiro para você se inspirar e investir nesse sentimento. Chega de segredo, é hora de amar! continue lendo Compartilhar Confiança. A confiança é a premissa básica para que um amor seja verdadeiro: quem ama de verdade, confia acima de qualquer coisa, sabe que o outro também ama de ... Características do verdadeiro amor! Introdução. O verdadeiro amor certamente inclui eros (atração física e sexual) e philia (amizade, companheirismo), mas é mais do que eros e philia . É ágape , o amor que vem de Deus. 33 Hoje!em!dia,!poucos!homens!são“cavalheiros”.!Eles!raramente!abrem!a!porta!do!carro!para!a! esposaou!fazem!coisas!simples!assim!quemostrem!amor!econsideração ...

Diário de uma queda

2020.08.24 03:06 zephrot Diário de uma queda

Meu primeiro conto senão me engano, 8 anos atrás, resolvi revisar e mudar ele, masss antes disso quis postar a versão antiga antes da nova surgir, acho que é o certo a se fazer, espero que você ache minimamente interessante. :)

"Você é puro? Livre de pecados? Pronto para estar perto do nosso e único Deus? Se sim, zephyr É seu lugar"

Essa frase foi lançada desde o dia 1 de zephyr, uma bela mentira lançada para encobrir uma cidade podre por dentro, o que supostamente seria um templo no céu se tornou o túmulo de muitos, fora da casa em que me encontro ouço os sons de tiros e gritos, resultados da revolta contra o profeta, o cheiro de sangue invade pela janela, a cada poucos segundos ouço gotas de sangue e gemidos vindo de Arthas, o desgraçado demora pra morrer.
Não que isso seja ruim, demorei 10 anos para encontrar e matar o filho da puta, e ainda não me sinto satisfeito, não depois do que fizeram com minha família.
Dizem que acordar com uma visão do céu e sinal de boa sorte… creio que se isso fosse verdade eu teria sorte por toda minha vida.
Crescer nas nuvens teve suas alegrias, momentos perfeitos naquela cidade utópica criada pelos ideais de um fanático, uma cidade livre de pecadores, livre de raças inferiores, ali nos estávamos perto de Deus e ele perto de nos. Zephyr era seu nome, a joia do céu, a cidade livre de pecados, sua historia de origem? Bom, a real historia eu fui descobrir depois de muito tempo, mas a versão que nos era contada por nossos pais era a seguinte:
"Décadas atrás, quando o mundo estava perdido em guerra, uma criança nasceu em meio ao caos, uma criança que viria a ser nosso profeta, aquele que fundou nossa joia, nossa Zephyr. Sua infância perdida em meio a violência, se fez homem cedo e buscou em Deus refugio, e nosso amado Deus não deixaria tal criança sofrer em vão, a essa mesma criança foram dadas visões, visões na quais se via Zephyr. já como jovem iniciou a busca pela terra prometida ate se dar conta de que ele seria aquele que iria construi-la. E assim ele achou a entidade, o espírito do oeste, aquele que nos mantém no ar"
Se você achou vago, não se assuste, ele fez de tudo para deixar a narrativa aceitável, talvez tenha falhado em deixar convincente porem mesmo assim todos aqueles em Zephyr eram fiéis ao seu profeta... Pelo menos ele assim pensava. A historia não esta totalmente errada, na época como criança eu mesmo acreditava e orava pelo profeta, mas me perdoem, eu era tolo, e como tolo eu errei.
Com amor: Donnie
O cotidiano da minha infância seguia uma rotina bem simples, durante a semana aulas do começo da manha ate o fim da tarde, sábado passeios ocasionais com colegas de classe, aos domingos sempre tínhamos a santa missa, a qual todos os moradores de Zephyr eram obrigados a ir, isso resume minha vida desde os 8 aos 15 anos, mas uma hora ou outra a realidade bate em nossa porta.
Dia 30 de julho sempre foi uma data especial em minha casa já que marcava tanto o casamento de meus pais quanto o aniversario de minha irmã, Angie, ela era a nossa luz de cada dia, não importava o que acontecesse ela sempre sorria, sempre nos alegrava. Meu nome é Donnie, junto com Angie e meus pais Magnus e Cristine nos éramos a família Carter, uma família até que bem respeitada em nossa cidade, meu pai sendo um conhecido arquiteto e minha mãe uma dona de casa muito conhecida por seus doces, éramos em geral uma família feliz que ate esse ponto não tinha sido tocada por aquilo que Zephyr escondia.
Nossa cidade tinha uma ligação com o mundo terrestre graças aos dirigíveis, e logo abaixo de Zephyr havia uma pequena ilha onde ficava um terminal de abastecimento para nossos meios de locomoção além de uma pequena praia onde famílias podiam ir visitar e passar uma tarde agradável na areia ou no mar, contudo esse era o limite que o Profeta nos deu, qualquer contado maior com o povo da superfície podia nos influenciar no caminho do pecado, entretanto não era incomum nossa pequena ilha no meio do mar ser visitada por pessoas de grandes países, que são em sua maioria cheios de cidades, as que mais ouvíamos falar quando crianças eram Nova Iorque, Londres, Paris, e de um pequeno pais chamado Cuba, também não era incomum pessoas de cor aparecem por lá, mas logo eram detidas, pois de acordo com o Profeta, Deus marcou os pecadores com cores e características diferentes das nossas para que assim não nos envolvêssemos com o tipo errado de amizade.
Agora que expliquei o que e como funcionava a ilha, voltemos ao ponto em que parei, naquele dia para comemorar seu aniversario Angie quis descer ate a praia, ela amava a agua, desde pequena não gostava quando nossa mãe a tirava da banheira, ela era uma criança tão pura, fazendo seus 12 anos naquele mesmo dia. Como era seu aniversario meus pais não tinham como dizer não, escolhemos o primeiro dirigível das 9 da manha e descemos ate a praia, um detalhe muito importante era a maneira como minha relação com Angie funcionava, não era a típica relação de irmãos onde sempre há brigas, nos sempre apoiamos um ao outro, não importasse o que fosse, era tudo tão lindo ao lado de minha irmã, nosso percurso no ar levou cerca de 10 minutos, a excitação dela era palpável no momento em que ela viu o mar, meus pais como sempre abraçados e sorrindo ao ver o sorriso em seu rosto, pode parecer que meus pais não me davam bola, mas aquele dia era deles e dela, e eu me contentava por vê-los felizes, isso era mais que suficiente para mim, ao desembarcar no hangar de pouso a primeira coisa em nosso campo de visão foram as lojas da ilhas, um verdadeiro parque de diversão para Angie, só não era o mesmo para o bolso do meu pai.
Nossa primeira parada foi o carrinho de sorvete, uma tradição de nossa família toda vez que íamos ate lá. Angie avistou um vestido florido cheio de cores numa loja próxima, creio que ao ver isso a carteira de meu pai já começou a se preparar, devo mencionar que nos não éramos pobres, mas também não ricos como os Lannis ou os Bariens, mas vivíamos bem só que meu pai era mão de vaca mesmo. Creio que não seja necessária uma descrição detalhada de nosso dia na praia, comemos um belo café da manha, meus pai ficaram na areia abraçados enquanto eu e minha irmã estávamos no mar, pouco depois almoçamos ali mesmo na areia, a única parte realmente relevante dessa tarde foi que o capitão da guarda de Zephyr estava por perto e veio nos cumprimentar, seu nome? Arthas Lannis, um membro de uma das famílias mais ricas de zephyr, aquele filha da puta, pode ter demorado mas ele teve o que mereceu. Quando começou a escurecer meus pais decidiram que já era hora de irmos, e assim pegamos o próximo dirigível de volta para nossa cidade nos céus.
Lembram do amor de minha irmã por rosas? Eu não podia deixar isso passar em branco, assim que chegamos em nossa casa, pedi ao meus pais se poderíamos dar uma volta enquanto eles descansavam (eu sabia que eles queriam um tempo a sós) então foi fácil convencer eles, assim que eles liberaram saímos de casa, queria leva-la aos jardim da ilha do cardeal, esse era o bairro onde os membros do culto do Profeta moravam, então tínhamos que entrar as escondidas, mas valia a pena, eu sabia qual seria a reação dela ao ver o mar de rosas vermelhas daquele jardim, atravessamos a ilha onde nosso bairro se encontrava e fomos pela ilha comercial chamada de Lazaro, caso esteja confuso entender nossa cidade era dividida em ilhas flutuantes interligadas por bondinhos ou pontes, existiam dezenas de ilhas com vários tamanhos e utilidades diferentes, mas a mais imponente de todas era a ilha do Iluminado, chamada assim já que seu único habitante era ninguém mais ninguém menos do que o Profeta, entretanto não era permitido perambular perto daquela ilha, e isso nem mesmo eu ousava desobedecer, ao chegar na ponto que ligava Lazaro com Cardeal, tomamos cuidado para que ninguém nos visse e assim adentramos a ilha, ao passar pelo portao rodeado de madressilvas, logo ali na nossa frente, estava o que prometi a Angie, o mar de rosas mais lindo que jamais fora visto, lhe avisei que podia pegar apenas uma rosa para levar de lembrança, ela escolheu uma linda rosa vermelha bem gorda e sem nenhuma mancha. Ali estava ela, em pleno êxtase de animação ao segurar rosa em suas mãos, contudo, a realidade sempre bate em nossa porta não e mesmo? E foi assim que ela bateu na nossa. Um grito não muito longe de onde estávamos no alertou de que algo estava errado, puxei minha irmã pela manga e fui o mais rápido e silencioso possível em direção, esse foi meu primeiro erro, e paguei caro por ele, sem perceber acabei nos levando em direção do grito, ao chegar na intersecção das ilhas, bem em frente da ponte havias uma figura escura mesmo sendo iluminada por um poste, atrás dele um pouco retorcida havia uma criança chorando baixo, três homens carregando armas surgiram na frente do homem escuro, que mais tarde soube que na verdade ele era um afro descendente, o mais chamativo dos três homens que surgiram ira o conhecido Arthas Lannis.
Arrastei Angie comigo para trás de um banco perto da ponte, pensei que fosse ser possível esperar ali ate o que quer que fosse acontecer ali acabasse, esse foi meu segundo erro, mesmo de não muito perto pude ouvir a conversa entre eles:
– Por favor, minha filha e inocente, deixa-a ir – o tom de suplica em sua voz pegou de surpresa.
– A deixar ir? Ela carrega sua cor, a cor de um pecador, pelo bem de Zephyr não posso permitir esse tipo de gente em nossa cidade – quem falou isso? O capitão Arthas em pessoa, cuja frieza soava cortante.
– Meu Deus, protegei seu servo.. – antes dele prosseguir Arthas o acertou com uma coronhada.
– Quem você pensa que e para pronunciar o nome de Deus em vão? Raça imunda – uma segunda coronhada, dessa vez a menina começou a chorar de verdade. – Vão para o inferno, lugar onde o resto da sua raça te encontrara em breve. Guardas..
– Porque? – tanto eu e os guardas não sabiam em que reparar, na pergunta, ou na pessoa que a fez – Porque fazer isso com eles? Ele só esta protegendo ela – lá estava Angie, segurando sua rosa com ambas as mãos na espera de uma resposta;
Arthas foi quem se recuperou antes e disse:
– Vá para casa pequena, você não tem nada a ver isso – não havia cortesia em sua voz, aquilo tinha sido uma ameaça velada, infelizmente Angie não recuou, pelo contrario, enfrentou novamente o capitão se pondo na frente do homem escuro. – bom você não me deixa escolha criança – não havia hesitação em sua voz, ele nem sequer sentiu qualquer remorso – Guardas – lá estava eu paralisado, tanto por medo quanto pela própria cena em si – Apontar – minha voz não saia, nada que eu falasse ou tentasse pelo menos fazia, eu fiquei lá, parado, sem a mínima reação, esse foi meu terceiro erro, nesse meio termo, minha irmã com suas mãozinhas delicadas encaixou sua linda rosa no cano da arma do capitão, e mesmo assim, mesmo diante dessa cena não houve um brilho sequer de piedade em seus olhos, naquela horas eles estavam mais escuros do que nunca – Fogo.
Eu gritei, ao som do comando de Arthas eu gritei, mas voz nenhuma saiu, tudo o que consegui ver, foram pétalas queimadas daquela linda rosa boiando em um pequeno mar de sangue.
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2020.07.08 19:39 YatoToshiro Fate/Gensokyo #18 - Matou Sakura

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Se você acha que a Rin Tohsaka e Emiya Shirou são unicos personagens Principais que tem versões Servos? Sabe de Nada Inocente.
Em Grand Order a Matou Sakura é uma Assassin e Lancer. __________________________________________________________
Matou Sakura (Lancer: Parvati)
O nome verdadeiro de Lancer é Parvati, Um pseudo-servo convocado no corpo de Sakura Matou. A esposa da divindade suprema, Shiva, da mitologia indiana ... mas é uma deusa gentil, sem vínculos com a guerra. Ela é um Espírito Divino, mas desta vez, ela se manifestou emprestando o corpo de uma menina com um comprimento de onda semelhante. Virtuosa, calma, alguém que pode lidar com todos os tipos de tarefas domésticas.
Parvati é a Deusa da Beleza e é conhecida como a esposa que ama, com devoção cega, seu marido Shiva, o Deus da Destruição e Criação da Mitologia Indiana. A influência de Parvati como um deus carece de presença, e muitas vezes ela é tratada como a deusa que é a esposa de Shiva. No entanto, há relatos de que a esposa de Shiva é mencionada como uma "Deidade da Guerra"; como Durga ou Kali. Essas deusas e Parvati carregam Saint Graphs separados, mas sua essência divina é vista como a mesma.
Matou Sakura (Assassin: Kama) O nome verdadeiro do assassino é Kama, Também chamado Kamadeva, O Deus do amor da mitologia indiana. Normalmente uma divindade masculina, ele se manifestou como uma pseudo-serva no corpo de Sakura Matou, provavelmente relacionada a sua "característica especial" e outra deusa que também é uma pseudo-serva.
Kama é capaz de usar seu arco e flechas de cana adornados com flores para despertar amor e luxúria em quem ele perfura com uma flecha. Ele é famoso pela anedota em que atirou no deus Shiva, que estava concentrado em sua meditação, para fazê-lo notar os sentimentos de sua esposa Parvati.
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2020.07.08 19:11 YatoToshiro Fate/Gensokyo #12 Medea (Caster)


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O nome verdadeiro de Caster é Medéia, Uma princesa infeliz que foi rotulada como uma bruxa na mitologia grega. Ela era a princesa de Colchis que possuía o Velocino de Ouro. Seu pai, o rei Aeëtes de Colchis, se destacava na magia e, como filha dele, ela também era praticada dessa maneira. Sua personalidade na época estava longe do que seria chamado de bruxa, e seu destino ficou confuso depois que o herói famoso da Expedição Argo, Jason, apareceu diante dela.
Jason discutiu com o rei Pelias, o usurpador do país de seu pai, Iolcos, e finalmente o fez prometer retornar o país ao viajar para o leste a Colchis e retornar com o Velocino de Ouro. Ele foi apoiado pela Deusa Afrodite, e ao perceber que o rei de Colchis era inabalável, ela decidiu controlar a mente de Medéia para ajudar Jason. Medéia foi feita para amar cegamente Jason, o que a levou a trair seu pai e seu país por um estrangeiro que ela nunca tinha visto. Suas habilidades lhe permitiram anular a magia de seu pai e os bois encantadores que cospe fogo, o que deu a Jason a chance de obter o Velocino de Ouro.
O rei Aeetes ficou furioso e decidiu liderar pessoalmente seu exército para capturar Jason antes de deixar o país. Afrodite mais uma vez usou Medéia para ajudar na fuga de Jason, forçando-a a matar seu próprio irmão, Apsyrtus. Embora ela conhecesse Jason apenas pelo nome, seu amor forçado a levou a embarcar em seu navio, o Argo, e fatiar seu irmão em pedaços bem diante dos olhos de seu pai perseguidor. O rei, dominado pela dor, ordenou a coleta dos pedaços de seu filho morto, o que permitiu a oportunidade do Argo escapar de seus perseguidores.
Fate/Stay Night Caster foi originalmente convocado por um mago da Associação dos Magos antes do início da Guerra do Santo Graal. Ele era um mago legítimo, que estava na casa dos trinta, com uma constituição média e poucas outras características notáveis. Ele não tinha vontade de lutar, mas ainda sonhava com a vitória enquanto esperava que os outros Mestres se matassem. Ela rapidamente desistiu dele dentro de alguns dias, enquanto planejava cortar sua conexão com ele. Ela o fez usar seus feitiços de comando em coisas sem sentido, para que ele não tivesse controle sobre ela. Ela agiu como uma Serva obediente e preencheu a presunção do homem, a fim de fazê-lo acreditar que ela ainda seria fiel sem eles, e ao usar seu terceiro feitiço de comando, ela o matou com o Quebrador de Regras, porque não gostou do fato de o contrato ainda existia.
À beira de seu corpo espiritual se dissipando, ela tropeçou em Souichirou Kuzuki, aos pés do Templo Ryuudou. Caster implorou a esse estranho por sua ajuda; Kuzuki obedeceu sem hesitar, formando um novo contrato com ela. Ele então trouxe Caster ao templo e cuidou da recuperação dela. Caster rapidamente se apaixonou por Kuzuki, pois ele foi o primeiro homem a mostrar sua genuína bondade, dedicação e lealdade. Seu objetivo principal passou de obter o Santo Graal para si mesma, simplesmente preservando o pouco tempo que passaram juntos. Para alcançar esse objetivo, ela retirou Mana da população da cidade de Fuyuki e fortaleceu sua posição no Monte Enzou.
Ela é conhecida por outras pessoas como convidada de honra da família Ryuudou, com permissão para viver no templo até que os preparativos para o casamento sejam finalizados. Ela é considerada uma mulher linda e talentosa, porém misteriosa, de alta estatura. Sua presença atraiu a atenção de muitos monges trainees.
Caster encontrou e matou o mestre regular de Assassin antes que ele pudesse fazer a convocação. Ela usou o portão da montanha como um catalisador para convocar um servo falso assassino conhecido como Sasaki Kojirou.
A fortaleza de Caster no Templo Ryuudou é brevemente atacada por Saber, embora seu próprio Servo, Assassino, consiga segurá-la. Algum tempo após a derrota de Berserker, ela interrompe sua coleção de Energia Mágica e invade a Residência Emiya para roubar Saber. No entanto, Shirou a impede de usar o Rule Breaker no Saber, usando seu próprio corpo. Durante esse confronto, Caster menciona que seu Mestre e Assassino estão mortos, afirmando que ela mesma matou seu Mestre. Caster é então despedaçado pelo Portão da Babilônia de Gilgamesh quando ela faz outra tentativa de tomar Saber.
Unlimited Blade Works Ela mira em Saber como uma ferramenta para derrotar Berserker, e usa sua magia para controlar Shirou Emiya, fazendo-o ir ao Templo Ryuudou para receber seus feitiços de comando. Antes que ela possa levá-los, no entanto, ela é atacada por Archer, que a derrota com Caladbolg II, forçando-a a recuar.
Ela aparece novamente quando Rider usa Blood Fort Andromeda na escola, ajudando seu Mestre a segurar Saber enquanto seu Mestre mata Rider. Este incidente faz com que Shirou e Rin Tohsaka tentem derrotá-la, emboscando seu Mestre à noite. No entanto, seu ataque não teve êxito quando Kuzuki se mostrou mais poderoso do que o esperado.
O próximo passo de Caster é levar Taiga Fujimura como refém e usá-la para atrair Sabre, levando-a com sucesso como Serva. Depois de capturar Saber, Caster ataca a igreja e aparentemente mata Kirei Kotomine, assumindo a igreja e usando-a como reduto. Mais tarde, ela toma Archer como seu servo quando ele trai Rin.
A última batalha da facção de Caster acontece contra Shirou, Rin e Lancer. Enquanto Lancer luta contra Archer e Shirou luta com Kuzuki, Caster é confrontado por Rin e derrotado pelo uso de artes marciais chinesas por Rin. Antes que Rin possa terminar Caster, ela é nocauteada por Kuzuki, que já derrotou Shirou. Os momentos finais de Caster estão em proteger seu Mestre de uma série de lâminas de dentro das Obras Ilimitadas das Lâminas, quando ele a trai.
Heaven's Feel Caster é morta no início de Heaven's Feel por Saber. Após sua derrota, ela foi a primeira Serva a ser devorada pela Sombra antes de desaparecer, interferindo assim no ritual da 5ª Guerra do Santo Graal e fazendo Sakura no Graal Menor, em vez de Illya. Mais tarde, Zouken Matou usa um de seus familiares de verme para manter o corpo de Caster vivo como um fantoche. Saber e Archer mais tarde destroem o boneco durante um confronto com Zouken.
Ela nota que Assassin não está no portão do templo e corre para o quarto de Kuzuki. Lá ela encontra Kuzuki, que foi gravemente ferido pelo True Assassin. Ele diz a ela para remover seu controle sobre ele como resultado de ser convocado do corpo de Assassin. Acreditando que poderia salvar Kuzuki, Caster se apunhala com o Rule Breaker para rescindir o contrato. No entanto, True Assassin responde imediatamente cortando sua garganta para matá-la e jogando um punhal na cabeça de Kuzuki para acabar com ele depois. Depois que ele sai, o corpo de Caster é levado pela Sombra.
Caster mais tarde aparece como o fantoche de Zouken sustentado por seus vermes quando Shirou, Saber, Rin e Archer o confrontam no parque. Desgostoso com o cadáver de Caster sendo profanado, Saber cobra por ela e Zouken. Puxando o Quebrador de Regras do peito, Caster se prepara para esfaquear Saber, mas Archer intervém cortando o braço dela. Ela então prepara uma enorme bola de fogo para matar Shirou e Rin, mas a Sombra parece chocar todos os presentes. Caster joga sua bola de fogo na Sombra, apenas para a entidade misteriosa a absorver. Depois que Zouken escapa quando é decapitado por Archer, o corpo de Caster é consumido pela Sombra.
Fate/Hollow Ataraxia Caster continua como uma mulher normal, normalmente encontrada em viagens de compras em áreas como o mercado da cidade e o shopping. Ela vive como a esposa de Kuzuki Souichirou e tenta ser uma de suas aprovações na maioria de suas ações. Quando vista no templo Ryuudou, ela costuma fazer tarefas domésticas e permanece em desacordo com seu próprio servo, assassino. O lançador, embora tenha se estabelecido como o resto dos servos, é o mais cauteloso, apesar da paz, pronto para agir em pouco tempo. Ela é a primeira pessoa a descobrir o ciclo de quatro dias além de Bazett. Ela também luta contra as sombras dos cães usando feitiços anti-exército, muitas vezes chegando perto de matar seus aliados.
Fate/Unlimited Codes Ela é conhecida como o Mago da Era dos Deuses.
Fate/Tiger Colosseum A rota de Caster é definida durante um de seus planos para passar mais tempo com Kuzuki, desta vez fingindo ser um aluno de sua escola. Caster primeiro convida Sakura para o templo e depois que se sabe que Sakura não emprestará seu uniforme a Caster, Caster rapidamente adota a magia e a coloca em um sono encantado para roubar seu uniforme. Mas antes que ela pudesse continuar com a ação, Rider intervém para proteger sua amante, no entanto, Caster também a faz mal. Decidindo que ela não tinha mais coragem de roubar o uniforme, Caster escolheu lançar um feitiço de disfarce para dar a percepção de que ela usava um uniforme escolar.
Depois de deixar o templo, acontecem travessuras, que incluem fugir de Sabre ao embarcar em um ônibus, punir Lancer e combater Rin e Archer. Depois de ter tido o suficiente, Caster retorna ao templo exausto por sua tentativa fracassada de passar um dia com Kuzuki e, enquanto leva sua frustração ao assassino, Kuzuki retorna e a surpreende com dois ingressos para o filme.
Fate/kaleid liner PRISMA☆ILLYA Quando ela se manifestou, sua aparência é ligeiramente alterada. A capa e o vestido têm uma aparência esfarrapada, com pêlos brancos nos ombros. Miyu Edelfelt usa Gae Bolg para matá-la e obter o Cartão de Classe com a ajuda de Illya.
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2020.02.22 03:31 altovaliriano Harpa de Rhaegar nas criptas de Winterfell

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/07/31/the-secret-in-the-winterfell-crypts/
Autor: Cantuse
Título original: The Secret in the Winterfell Crypts

Eu tenho uma teoria sólida sobre um possível segredo que mudaria tudo que sabemos sobre as criptas de Winterfell:
A singular harpa de cordas de prata de Rhaegar está no túmulo de Lyanna.
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– Fará uma canção para ele? – a mulher perguntou.
– Ele já tem uma canção. É o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo [...]
(ACOK, Daenerys IV)
Esta citação é sobre Aegon e se dá entre Elia e Rhaegar. Lembre-se do que Marwyn diz: "A profecia é como uma mulher traiçoeira" . Rhaegar pode estar errado sobre Aegon; ou, mais provavelmente, ele acredita que uma ou todas as três 'cabeças do dragão' são/é o príncipe que foi prometido.
Tematicamente, é mais sensato se Jon Snow for o Príncipe que foi prometido. Especialmente quando você considerar sua paternidade. Apenas combine as palavras Stark e Targaryen. Observe também que, se atualmente você acredita que os pais de Jon são Rhaegar e Lyanna, Jon é possivelmente um 'príncipe prometido', com base nas lembranças de Ned sobre as palavras finais de Lyanna: “Prometa-me, Ned” .

A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE

Eu estava profundamente em conflito quando li A Dança dos Dragões pela primeira vez.
Eu sempre acreditei na teoria "R + L = J", então sabia que tinha um viés pessoal: que Jon deve ser um protagonista central e um verdadeiro 'Targaryen secreto', que esse Aegon VI ("Jovem Griff”) Era apenas um pretendente. Eu lutei com esse preconceito contra Aegon VI por algum tempo, sem respostas reais à vista. Intelectualmente, sabia que não poderia responder à pergunta de quem é realmente legítimo.
* * *
Comprovando legitimidade
Ocorreu-me então que havia um método mais prático de abordar a questão, a formação de uma pergunta que fornece possíveis respostas ao mistério: "Como uma pessoa prova legitimidade?"
Isso representa um desafio para Aegon e Jon. Olhando para eles de perto:
Não basta aparecer como um Targaryen ou se declarar um; você precisa de legitimidade, precisa de provas. Os senhores de Westeros já duvidam de sua legitimidade, então ele deve provar ou subjugar todos eles. Em algum momento, ganhar vassalos com uma pretensão legítima será mais valioso do que conflito. Também não ajuda que ele seja apoiado pela Companhia Dourada. Diz bastante que ele e seus conselheiros saibam disso, e é por essa razão que ele está inicialmente empenhado em garantir a mão de Daenerys no casamento; assima ele terá o sangue dela e seus dragões para estabelecê-lo.
Ele está supostamente morto, mas lembre-se: se a noção de estabelecer alguma conexão entre Jon e Rhaegar for importante para a história, independentemente do status vital dele, essa teoria ainda será útil. Ninguém além de Howland Reed tem conhecimento da hereditariedadede Jon, então ele não teria necessidade de encontrar algo parecido com essa harpa. Mas para aqueles de nós que gostariam de vê-lo revelado como Targaryen bastardo ou verdadeiro, Azor Ahai ou o príncipe prometido, ele também deve provar isso a si mesmo e/ou aos demais.
O próximo passo lógico é perguntar: "O que reforçaria significativamente uma pretensa ascendência Targaryen?"
Observe que não há Targaryen vivo e universalmente reconhecido (fora Daenerys) que possa garantir a autenticidade de uma pessoa. Isso também é verdade para um não-Targaryen que tenha amplo conhecimento da legitimidade de um candidato. Assim, não há pessoas vivas que possam declarar genuína e legalmente uma pessoa como um verdadeiro Targaryen, apenas pela força da palavra. Isso seria verdade tanto para Jon Connington quanto para Stannis e Howland Reed.
Simplificando, os nobres de Westeros não têm razões intrínsecas para assumir que um candidato é legítimo apenas com base em palavras.
* * *
A necessidade de evidência
Conseqüentemente, os senhores de Westeros precisarão de evidências objetivas e físicas de legitimidade antes que possam ponderar seriamente a autenticidade de um suposto Targaryen.
Mas que tipo de evidência causaria esse tipo de contemplação?
Meus primeiros pensamentos foram para as espadas valirianas Irmã Sombria e Fogonegro.
Infelizmente, ambas as espadas estão associadas a linhagens bastardas de Targaryen, cada uma manchada por histórias que realmente prejudicariam qualquer reivindicação de legitimidade.
As duas também permaneceram invisíveis por vários anos. Portanto, podem haver sérias questões logísticas sobre se elas permaneceram em famílias de sangue Targaryen verdadeiro ou bastardo: não existe uma "cadeia de custódia " confiável para sugerir que um portador atual tenha algum legítimo relacionamento com a dinastia Targaryen.
Portanto, parece que a ideia de que as lâminas Targaryen possam demonstrar legitimidade é, na melhor das hipóteses, incerta. Mas a exploração da ideia não foi sem benefícios: chegamos a uma constatação valiosa.
Nós, leitores, sabemos inerentemente que, se algum tipo de prova exsistir, será algo que é:
  1. Bem conhecido pelos grandes senhores e damas do reino,
  2. Universalmente reconhecido como um símbolo da verdadeira linhagem Targaryen,
  3. Possui uma forte cadeia de custódia,
  4. E de alguma forma demonstra a hereditariedade de um pretendente.
* * *
Usando informações meta-textuais
Também podemos explorar algum conhecimento de fatores que existem fora dos próprios livros .
No quinto livro de uma série de sete livros, seria um pouco sofisticado introduzir uma nova evidência na história, apenas com o objetivo de responder ao enigma da legitimidade. Provavelmente seria visto pelos leitores como uma desculpa esfarrapada, um artifício inventado para que Martin se livrasse de um problema no qual ele mesmo havia se metido.
Martin já declarou que quer evitar escrever esse final para a série porque estava descontente com o final de Lost . Além disso, conhecendo a preferência de Martin por implementar indícios subliminares de eventos futuros, a evidência que será usada é provavelmente algo que está debaixo de nossos narizes . O tipo de coisa que vamos nos surpreender quando olharmos em retrospectiva.
* * *
Um momento Eureka!
Lá estava eu, fazendo um brainstorming de todos os artefatos, volumes e tesouros possíveis dos Targaryen em que eu pudesse pensar. Em certo momento, eu estava em uma divagaão, ruminando sobre as seguintes passagens:
Quando criança, o Príncipe de Pedra do Dragão era extraordinariamente dado à leitura. Começou a ler tão cedo que os homens diziam que a Rainha Rhaella devia ter engolido alguns livros e uma vela enquanto ele estava em seu ventre. Rhaegar não tinha nenhum interesse pelas brincadeiras das outras crianças. Os meistres ficavam assombrados com sua inteligência, mas os cavaleiros do pai trocavam gracejos amargos sobre Baelor, o Abençoado, ter renascido. Até que um dia o Príncipe Rhaegar encontrou algo em seus pergaminhos que o mudou. Ninguém sabe o que pode ter sido, só se sabe que o garoto apareceu no pátio uma manhã, no momento em que os cavaleiros vestiam as armaduras. Foi direito a Sor Willem Darry, o mestre de armas, e disse: “Vou precisar de espada e armadura. Parece que tenho de ser um guerreiro.”
(ASOS, Daenerys I)
– A perícia do Príncipe Rhaegar era inquestionável, mas ele raramente entrava nas liças. Nunca gostou da canção das espadas, como Robert ou Jaime Lannister gostavam. Era algo que tinha de fazer, uma tarefa que o mundo tinha lhe atribuído. Desempenhava-a bem, pois fazia tudo bem. Era essa a sua natureza. Mas não tirava dela nenhuma alegria. Os homens diziam que o Príncipe Rhaegar gostava muito mais da harpa do que da lança.
(ASOS, Daenerys IV)
– Mas que torneios meu irmão ganhou?
– Vossa Graça. – O velho hesitou. – Ele ganhou o maior torneio de todos.
(ASOS, Daenerys IV)
– Sim. E, no entanto, Solarestival era o lugar que o príncipe mais amava. Ia para lá de tempos em tempos, acompanhado apenas de sua harpa. Nemmesmo os cavaleiros da Guarda Real o serviam ali. Gostava de dormir no salão arruinado, sob a lua e as estrelas, e sempre que regressava trazia uma canção. Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
O que surge daí é que parece que Rhaegar tinha a intenção de ganhar o Torneio em Harrenhal por algum motivo, mas estava muito pouco interessado em cavalaria e combate. De fato, é fortemente demonstrado que Rhaegar estava muito mais interessado em tocar sua harpa e ler pergaminhos antigos.
De repente, tive um pensamento radical!
E se Rhaegar nunca quis ser um lutador, mas apenas o fez para conhecer Lyanna. E, portanto, fora esse torneio, ele preferisse apenas continuar tocando sua harpa !?
Essa ideia pode não ser verdadeira e não é realmente importante para a teoria deste ensaio. O que importa é que a harpa assomou-se em minha mente.
Foi quando a epifania me atingiu como uma bigorna:
É aquela maldita harpa.
A idéia rapidamente se formou: a harpa de Rhaegar seria central para estabelecer a autenticidade . Atende quase imediatamente a todos os requisitos que estabeleci acima, em um nível mais preciso e objetivo do que qualquer sugestão concorrente.
* * \*

A força de uma harpa

Então, como a harpa de Rhaegar atende aos três requisitos que eu expus na seção anterior?
  1. Como sabemos que é bem conhecido em Westeros?
  2. Como sua autenticidade pode ser confirmada, como um sinal da verdadeira herança Targaryen?
  3. Como podemos verificar se ela possui uma forte cadeia de custódia, indicando que não caiu nas mãos de um pretendente inescrupuloso?
  4. Como um objeto como a harpa realmente prova a herança do sangue?
Reconhecimento: Um Instrumento Bem Conhecido
Em primeiro lugar, existem muitos personagens importantes que fornecem lembranças ou observações específicas sobre a harpa de Rhaegar:
Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
Dany não conseguia abandonar o assunto.
– É sua a canção de gelo e fogo, disse meu irmão. Tenho certeza de que era meu irmão. Não Viserys, Rhaegar. Tinha uma harpa com cordas de prata.
O franzir de testa de Sor Jorah aprofundou-se tanto que as sobrancelhas se juntaram
– O Príncipe Rhaegar tocava uma harpa assim – ele anuiu. – Viu-o?
(ACOK, Daenerys IV)
De noite, o príncipe tocou a harpa de prata e a fez chorar. Quando lhe foi apresentada, Cersei quase se afogou nas profundezas de seus tristes olhos púrpura..
(AFFC, Cersei V)
No banquete de boas-vindas, o príncipe pegara sua harpa de cordas prateadas e tocara para eles. Uma canção de amor e perdição, Jon Connington se lembrou, e toda mulher no salão chorava quando ele abaixou a harpa.
(ADWD, O Grifo Renascido)
Cada um dos personagens mencionou especificamente a característica singular da harpa de Rhaegar: suas cordas de prata (Cersei se refere ao instrumento como uma 'harpa de prata', completamente de prata).
Não estamos sequer contando os inúmeros outros óbvios que viram a harpa em qualquer uma das muitas apresentações de Rhaegar.
Dada toda essa ênfase, parece inteiramente razoável concluir que a harpa de Rhaegar poderia ser facilmente reconhecida por vários (talvez muitos) personagens de Westeros.
Dito de outra forma:
A harpa de Rhaegar é facilmente reconhecida por sua característica singular: suas cordas de prata.
Muitos personagens específicos viram e lembram distintamente desse detalhe.
Existem muitos outros personagens inominados que viram a harpa também.
Assim, cumprimos nosso primeiro requisito, a harpa é realmente bem conhecida em Westeros.
* * *
Autenticidade: o sinal de um príncipe Targaryen
O segundo critério é verificar se a harpa é realmente um sinal de ascendência Targaryen.
O maior problema aqui é o óbvio: possuir a harpa (ou qualquer relíquia semelhante) não estabelece automaticamente a linhagem Targaryen . Um ladrão de sepulturas não pode se proclamar descendente de um faraó simplesmente porque saqueou uma tumba egípcia.
Isso cria um problema óbvio para a teoria da harpa (ou qualquer outra teoria de ancestralidade das relíquias de Targaryen). A resolução desse problema requer duas coisas:
É justo dizer que existem vários artefatos dos Targaryen que, após inspeção cuidadosa, podem ser reconhecidos como autênticos: as espadas valirianas, as coroas de Targaryen e assim por diante. No entanto, a maioria deles está ausente da história há décadas, o que significa que há cada vez menos pessoas que continuam vivas para garantir sua autenticidade.
Da mesma forma, outras teorias sobre os objetos existentes que conferem legitimidade também são igualmente dificultadas pela incapacidade de estabelecer sua autenticidade. A idéia popular de que uma capa nupcial Targaryen possa existir, indicando uma união legítima entre Rhaegar e Lyanna, é vulnerável às perguntas extremamente básicas de "Quem realmente a fez?" e "Por que nunca vi isso antes?". Um argumento subseqüente é que qualquer objeto ou evidência que exista também deve ser difícil de falsificar ou replicar.
Essencialmente, o que você precisa é de um objeto que possa ser reconhecido como autêntico por vários indivíduos vivos. Também seria de grande valor se esses indivíduos representassem conjuntos de interesses múltiplos e distintos. Muito parecido com um álibi ou um conjunto de testemunhas de um crime, você não deseja coletar seus fatos de fontes tendenciosas: as pessoas têm muito mais probabilidade de apoiar a autenticidade se sentirem que a afirmação disso é verdadeira e objetiva.
Como observei na seção anterior, a harpa de Rhaegar certamente se qualifica como um objeto que sabemos ter sido visto por muitas pessoas que ainda vivem (muitas delas relativamente jovens). Também foi expressamente mencionado por vários personagens diferentes e opostos. Isso reforça a noção de que esses personagens saberiam que a harpa autêntica seria verdadeira, mesmo que sua posição pública fosse diferente. Também ajuda que os leitores tenham recebido uma descrição da harpa com relativa distinção; assim, os leitores também estão em posição de apreciar a suposta validade de uma harpa.
Então você pode ver que a harpa de Rhaegar tem o status singular de ser uma relíquia quase certamente: afiliada aos Targaryens, reconhecida como autêntica por muitos senhores e senhoras vivos vivos, de diferentes alianças, e pelos próprios leitores.
* * *
Domínio: Uma Cadeia de Custódia
Mesmo que haja consenso entre personagens sobre a autenticidade da harpa, ela não prova nada. Se uma relíquia não prova linhagem, o que provaria? Por que então uma relíquia seria valiosa?
Para estabelecer qualquer confiança de que a propriedade da harpa implica hereditariedade, primeiro devemos mostrar que a harpa não estava em uma posição em que um pretendente inescrupuloso possa tomá-la. Devemos mostrar que ele passou de Rhaegar para seu novo proprietário por meio de um método que não apresentava exposição ou risco de adulteração.
Além disso, a posse ou o recebimento da harpa por qualquer requerente deve ser testemunhada. Especificamente, isso deve ser testemunhado por indivíduos cuja autoridade e honra estão além da censura.
O que isso significa para a harpa é que, onde quer que esteja (se ainda existir), sua aquisição deve ser documentada ou observada por vários senhores proeminentes de Westeros. Também deve ser demonstrado que a harpa esteve em um local onde podemos confiar que não foi violada ou perturbada por falsos pretendentes. Assim, dada a ausência de um verdadeiro dono Targaryen, documentado ou verdadeiro, o melhor lugar para a harpa seria em um cofre ou túmulo de algum tipo. Um que poderia ser razoavelmente determinado como não sendo adulterado.
Dado que a harpa ficou invisível há anos, sua cadeia de custódia seria melhor determinada caso a harpa tivesse sido mantida em segurança em um cofre ou outro equivalente confiável.
Se, de fato, a harpa está localizada em um cofre, túmulo ou outra forma de proteção fisicamente segura; com seu depósito e saque legalmente testemunhados por um quorum de senhores; podemos ter razoável certeza de que o histórico da harpa não está contaminado.
* * *
Patrimônio: Estabelecendo uma Conexão de Sangue
Mesmo que um personagem acredite que a harpa é real e tenha uma sólida cadeia de custódia, isso não significa que quem a tiver recebe automaticamente a herança Targaryen.
Isso seria verdade para qualquer objeto destinado a estabelecer a legitimidade de uma pessoa.
Para tanto, seu objeto deve estar em conformidade com um dos seguintes itens:
Não há indicações ao longo dos livros de que a própria harpa possa apontar para qualquer sucessor. Isso poderia ser dito de qualquer evidência, seja uma capa, uma espada ou uma coroa.
Naturalmente, isso significa que deve haver algo mais que confira ancestralidade sanguínea. A harpa então atua como alavanca, aumentando a validade da reivindicação e, no melhor dos cenários, estabelecendo o que poderia ser razoavelmente chamado de "preponderância de prova".
Embora a descoberta da harpa possa colocar muitas pessoas a ponderar, ela não estabelece relações de sangue por si só. Alguma outra evidência precisa ser usada.
No entanto, a harpa pode ajudar drasticamente a legitimidade dessa evidência.
Discuto essa possibilidade em uma seção posterior deste ensaio. Por enquanto, vamos deixar de lado a questão.
* * \*

Um instrumento deixado para trás

Agora eu gostaria de compartilhar a história de como a harpa de Rhaegar acaba no túmulo de Lyanna.
Primeiro, reconheço que não posso provar dedutivamente que a harpa está no túmulo de Lyanna. Em vez disso, especulei sobre as circunstâncias que a levaram a estar lá, com um alto grau de confiança na resposta resultante. Eu então ponderei essa teoria contra alternativas usando as noções de 'menos complicado' e 'mais relevante para a narrativa' para chegar à conclusão de que isso é mais provável do que qualquer alternativa. É uma peça do quebra-cabeça que resolve mais partes do quebra-cabeça do que qualquer outra opção.
As circunstâncias e os motivos a respeito de como a harpa acaba no túmulo de Lyanna são melhor descritos como uma sequência de eventos:
Primeiro, Rhaegar deixou a harpa na Torre da Alegria
Rhaegar adorava tocar sua harpa. É algo que todo mundo familiarizado com ele diz. Ele foge com Lyanna por quase um ano antes de retornar a Porto Real e subsequente ruína no Tridente. É improvável que Rhaegar deixasse sua harpa para trás quando se dirigiu para a Torre da Alegria.
Após a eclosão da rebelião de Robert, parece que ele esperou até ficar claro que Lyanna estava grávida. Supondo que ele planejasse voltar, é provável que ele não levasse à guerra coisas que ele não planejava usar ou pudesse pegar de volta. Levá-la à guerra ou a Porto Real também coloca em risco de ser destruída caso ele a perca. Ele também pode ter deixado-a para trás como um símbolo para Lyanna de sua afeição e da promessa de voltar.
No mínimo, não houve menção a ela em nenhum momento durante ou após a Rebelião de Robert , o que implica que ela desapareceu em algum ponto. Dado que a harpa sempre foi mencionada como estando na posse de Rhaegar, é lógico que ele estava no controle da disposição da harpa. Embora seja verdade que a harpa poderia simplesmente ter sido destruída no Tridente, alguém poderia imaginar que Rhaegar teria agido para impedir que a harpa chegasse perto da batalha, e se a harpa foi mantida no acampamento de Rhaegar, por que não há menção de como foi descartada?
Além disso, Rhaegar pode ter calculado as chances de sua própria morte. É interessante notar pelas citações acima que Rhaegar não estava interessado em torneios e até foi derrotado neles. Talvez realmente seu treinamento militar se limitasse àquilo que tivesse relação com os segredos que ele descobriu em seus pergaminhos. Tendo em conta que o lugar em que ele venceu mais proeminentemente foi em Harrenhal, parece razoável que ele apenas tenha participado na medida em que aquilo se adequasse a quaisquer profecias que ele houvesse descoberto.
Isso talvez seja um indício de que Rhaegar sabia que Robert poderia derrotá-lo, tanto por ter sido derrotado em torneios antes, quanto pelo fato de que talvez as profecias de Rhaegar indicassem que sua vitória em Harrenhal era o que importava, e não sua vitória no Tridente. Considerando-se que Rhaegar não mostra tal fatalismo em sua conversa final com Jaime, estou inclinado a acreditar que Rhaegar não tinha certeza do resultado glorioso da batalha e havia se preparado de acordo.
A harpa também é uma ferramenta poderosa . Deixá-la para trás também pode ter sido uma tentativa deliberada de deixar um dispositivo que de alguma forma poderia ser usado posteriormente por aqueles que sobreviveram a ele. Isso seria particularmente verdadeiro se Rhaegar pensasse que a harpa poderia ser usada para estabelecer seu consentimento ou a afirmação de algum tipo de evento ou agenda controversa. Isso pareceria particularmente provável se estivesse convencido de que o referido evento ou agenda era fundamental para as profecias com as quais ele era tão fiel.
Considerando-se os argumentos extremamente persuasivos para Jon Snow ser filho de Rhaegar e Lyanna, começa-se a suspeitar que Rhaegar pode ter deixado a harpa para trás como parte de um esquema para estabelecer a hereditariedade ou legitimidade de Jon.
Isso seria baseado no fato de que sua harpa é tão singular que sua presença no lugar errado sugeriria uma conexão com Rhaegar. Se Lyanna - supostamente sequestrada por Rhaegar - tivesse surgido com um bebê recém-nascido e, entre outras evidências, a harpa, teria sido um argumento convincente.
No entanto, isso não aconteceu. Lyanna morreu na Torre da Alegria. Nenhuma criança, harpa ou pretensão surgiu.
Em vez disso, sabemos o que realmente aconteceu: a Batalha do Tridente, a luta na Torre da Alegria. Prometa-me, Ned ; e uma cama de sangue.
Ou não sabemos?
* * *
O pedido de Lyanna no leito de morte
"Prometa-me, Ned."
Imagine alguém dizendo para você "Prometa-me, ". Imagine isso sendo dito várias vezes.
Se você é como eu, a coisa mais imediata que vem à mente é alguém pedindo que você faça algo que você relutaria em fazer ou algo em que eles não confiam que você fará.
Por exemplo, "Prometa que vai limpar essa bagunça" normalmente significa "Eu sei que você não quer fazer isso, mas por favor limpe essa bagunça".
Isso leva a um conjunto bastante óbvio de observações:
As pessoas não exigem que uma pessoa prometa fazer algo que ela faria naturalmente.
Precisamente o oposto, eles exigem a promessa de uma pessoa de fazer algo desconfortável, arriscado, inconveniente ou prejudicial.
Assim, a promessa de Ned a Lyanna provavelmente envolvia algo que não era fácil para ele.
Como outras teorias apontam, pedir para ser enterrado nas criptas de Winterfell parece ser um desejo mundano e prescindível de se fazer em seu leito de morte (um ponto que parecerá irônico depois que você ler essa teoria). Lembre-se de dois pontos que minam essa ideia:
1. A família Stark tem sido enterrada nas criptas de Winterfell há gerações, incluindo parentes como irmãos e irmãs.
[...] estavam agora quase no fim, e Bran sentiu-se submergir em tristeza. – E ali está o meu avô, Lorde Rickard, que foi decapitado pelo Rei Louco Aerys. A filha Lyanna e o filho Brandon estão nas sepulturas ao seu lado. Eu, não, outro Brandon, irmão do meu pai. Não era previsto que tivessem estátuas, pois issoé só para os senhores e reis, mas meu pai os amava tanto que as mandou fazer.
(AGOT, Bran VII)
2. Somente os Senhores de Winterfell e os Reis do Inverno anteriores têm estátuas.
É difícil imaginar que a promessa de Lyanna consistisse em pedir uma estátua a Ned em sua homenagem. Como mencionei, esse é um desejo aparentemente mundano e estúpido. E sinceramente um que Ned realmente teria pouca dificuldade em manter.
Portanto, parece inteiramente plausível, até lógico, que a promessa de Ned a Lyanna envolvesse algo diferente de sua estátua. Certamente algo de uma magnitude mais desconfortável para Ned. E é isso que ajuda a impulsionar as especulações subseqüentes.
Mais do que tudo, Ned odeia ver crianças mortas.
Ned ama muito sua família e está disposto a sofrer severos castigos e desonras quando necessário para proteger seus filhos. Mas isso vai além de sua carne e sangue: observe como ele luta fortemente contra a exigência de Robert de que uma Daenerys grávida seja morta, e como ele arrisca tudo e confronta Cersei sobre seu incesto, tudo porque ele quer evitar danos aos filhos dela.
Não tenho dúvidas de que, mesmo que Lyanna não tivesse pedido, Ned teria acolhido Jon. Não importa quantos desafios ele teria que enfrentar ao adotar Jon, ele o faria.
A promessa de Ned a Lyanna não envolvia criar Jon, já que Ned faria isso de qualquer maneira.
Mas voltando ao que eu disse sobre a natureza de pedir promessas aos outros, Lyanna provavelmente pediu que ele fizesse algo que ele estava apreensivo. O que parece provável é que ela estivesse pedindo para que ele preservasse a herança de Jon, para ser um dia compartilhada com Jon ou outras pessoas, algo que Ned nunca iria querer fazer .
Mais do que tudo, a promessa de Ned envolvia algo que colocaria em risco uma criança.
A criança mais relevante seria o filho em potencial de Lyanna.
A tarefa que colocaria o filho de Lyanna em maior perigo seria estabelecer sua herança. Especialmente se essa criança fosse legítima.
Lembre-se de que Ned já sofreu a perda de seu pai, seu irmão, possivelmente do meio-irmão e da meia-irmã de Jon, e estava testemunhando a morte de sua irmã. Qualquer homem são ficaria compreensivelmente traumatizado. Ele viu muita morte e guerra; muitas crianças mortas.
Com o aparente fim da dinastia Targaryen consolidado, não haveria razão prática para contar a Jon sua ascendência. Fazer isso só reabriria as feridas que estavam começando a curar (naquela época), mancharia a imagem de Lyanna para o reino e provavelmente resultaria na morte de Jon, tanto como Targaryen quanto possivelmente como um pretendente bastardo (pense que a natureza de sua família lembra os bastardos da Rebelião Blackfyre). No mínimo, o desejo de Robert por sangue Targaryen exigiria a morte de Jon.
Existem várias razões possíveis para Lyanna querer que Jon conheça sua linhagem :
Eu suponho que Ned argumentaria verbalmente que nunca contaria a Jon, ou que Lyanna sabia implicitamente que ele não queria. Estou inclinado a acreditar na primeira opção, que Ned iria contra o pedido de Lyanna falando sobre as mortes de Aegon e Rhaenys. Talvez então Lyanna simplesmente exigisse uma promessa ou depois o enganasse de alguma maneira.
* * *
[Continua nos comentários]
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2020.02.05 21:17 eduruiz333 OS TRÊS SELFS

Há anos atrás, pensando sobre a vida e as características das pessoas, me veio um insight e eu o anotei. Isso foi muito inspirador para mim, e eu compartilho com algumas poucas pessoas com quem tenho afinidade e confiança, e hoje, uma dessas (obrigado, Rafaela Saori) me sugeriu compartilhar aqui. Talvez possa ser útil a alguém, então aqui vai. O texto não tem nada a ver com o campo das profissões, porém ainda assim, de certa forma tem a ver, se for considerar que o uso e prática dos conceitos apresentados podem melhorar suas habilidades, incluindo as de cunho profissional.
As ideias não tem fundamento científico nem vínculo acadêmico, são apenas divagações de um filósofo de rua, que podem ou não fazer sentido para você ;-)
“O elemento ativo do treinamento é a persistência, e a mente e todas as suas defesas racionais não podem enfrentar a persistência” - D. Juan Matus
Gostaria de compartilhar uma ideia, teoria e prática que me ajudaram quando comecei a me empenhar no desenvolvimento pessoal, espero que seja útil.
Autocontrole, autoestima e autoconfiança. São estes os três pilares básicos sobre os quais nos sustentamos durante toda a nossa existência. Tudo o que fazemos, pensamos ou sentimos está de alguma forma relacionado a um ou mais destes princípios.
Esses três pilares são complementares, interagem uns com os outros, se equilibram, e podem se fortalecer ou enfraquecer mutuamente, por isso é importante saber trabalhar cada um deles de forma a desenvolvê-los e fortalecê-los.
Não importa por qual deles começar, escolha um que lhe seja mais familiar, que se sinta mais confiante e a vontade para trabalhar, e fortaleça-o. Quando conseguir mais sustentação nele, passe ao outro. Com pouco tempo de prática, você vai começar a perceber a correlação entre eles, e sentir mais equilíbrio emocional, psicológico e até mesmo no nível físico.
Ao ler o texto abaixo, em cada um dos pilares você poderá associar suas próprias ideias do que mais dá para elencar sob cada um deles, os exemplos citados foram apenas os primeiros e mais óbvios que me vieram à mente no momento em que escrevi, porém, existem infinitas possibilidades.
E antes de começar, considere um conselho cabalístico: NÃO PENSE, AJA! Claro que devemos adquirir conhecimentos e planejar nossas ações, mas uma vez que temos o conhecimento e planejamos os primeiros passos, vá em frente. Não fique pensando demais, comece a agir. Mantenha sempre isso em mente: não pense, aja: autoestima, autoconfiança, autocontrole. Cada um desses fortalece os outros dois.
Vamos a alguns exemplos.

Autoestima

Fazem parte do pilar da autoestima, os seguintes tópicos:
Os maiores inimigos da autoestima são a submissão, falta de amor próprio, falta de valores e princípios em nossas vidas.
* OBS.: a autoestima aqui tem um conceito diferente da autoestima da vaidade, não se trata de se dar caprichos ou querer se sentir melhor do que ninguém, mas sim de querer melhorar como pessoa, como ser humano. Estes são apenas alguns dos inúmeros exemplos que podem se enquadrar aqui.

Autocontrole

No pilar do autocontrole podemos ter:
Os maiores inimigos do autocontrole são a preguiça, vontade fraca e os hábitos automatizados. Devemos combatê-los e nos tornar mais conscientes de nossos atos.

Autoconfiança

Finalmente, no pilar da autoconfiança:
Os maiores inimigos da autoconfiança são o medo, a mentira, fugir dos problemas, não assumir nossos próprios atos e erros.
Agora, aqui cabe uma observação quanto a importância de se ter uma força de vontade bem desenvolvida e ativa em nossas vidas. A nossa vontade é a grande responsável pelo que somos e o que obtemos. Se tivermos uma vontade fraca, nossa vida será fraca e seremos pessoas fracas, fisicamente, espiritualmente e mentalmente. O oposto também é verdadeiro. Uma vontade forte faz com que consigamos guiar nossas vidas da maneira que julgarmos melhor, e assim, nos tornamos mais felizes e realizados.
Algumas atitudes fortalecem e outras enfraquecem nossas vontades. Tenha plena consciência das tuas!
Crie e mantenha hábitos que fortaleçam esses pilares, diminua ou abandone hábitos que os enfraqueçam. Nossas rotinas são geralmente maçantes e enfraquecedoras, e as vezes parece que vemos outras pessoas que nos parecem menos capacitadas, ou menos merecedoras, em posições melhores do que a nossa. Não perca tempo nem gaste energia pensando nisso. Foque sua concentração e seus esforços em se fortalecer, não se compare com ninguém, mas busque por boas referências. E o que são boas referências? São pessoas (reais ou fictícias) que admiramos, respeitamos, pessoas que olhamos com bons olhos, certamente você tem suas referências.
Compreendendo e aplicando os princípios de fortificação dos três pilares, observe as mudanças que começarão a ocorrer ao seu redor. Não é necessário ficar falando com as pessoas sobre o seu desenvolvimento, aliás, recomendo o contrário. Trabalhe em silêncio, cresça com discrição, fique atento para não inflar seu ego com a sua evolução e não tente ofuscar os outros. E acima de tudo: não pare! Uma vez que dê os primeiros passos neste caminho, siga em frente, mude as situações, faça a balança pender, seu poder foi despertado.
“É preciso ser de uma limpidez cristalina, e mortalmente seguro de si.” - D. Juan Matus
Quando você estiver seguro de si, confiante o suficiente para ser verdadeiro com as pessoas sendo você mesmo, sua simples presença irá naturalmente irradiar respeito e confiança nos demais.
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2019.12.24 15:04 MinistroPauloCats O Bolero Venceu o Comunismo

Ironicamente, enquanto o Vietnã do Norte venceu a guerra, é a música "amarela" do Sul, proibida pelos comunistas, que os vietnamitas adoram.

Nos últimos anos, desfrutar canções de bolero escritas antes de 1975 de alguma forma se tornou moda no Vietnã. Um número crescente de jovens ouvintes recorre a esse gênero de música em ritmo lento como uma liberação emocional. Muitos cantores novos escolhem o bolero para iniciar suas carreiras. Alguns cantores cujos nomes são conhecidos por outros gêneros musicais começaram a cantar bolero para agradar seus fãs.

Esta não é apenas uma moda. Faz parte de uma história não contada de 60 anos.

A música moderna do Vietnã nasceu nos anos 1930 e cresceu rapidamente como uma mistura de elementos ocidentais e música tradicional. Teria sido uma jornada deliciosa sem o ponto de virada: a guerra de 9 anos contra a França, que eclodiu em 1946.

O governo do Vietnã, com sua típica postura dos países comunistas de drasticamente moldar uma cultura da classe trabalhadora, começou a mostrar seu ódio pela poesia e música românticas e emocionais. Sentindo-se oprimidos, alguns artistas que costumavam favorecer o Viet-Minh decidiram deixar a zona de guerra e retornaram às cidades, entre as quais Pham Duy e Thai Thanh, o maior compositor e diva vietnamita do século XX.

O ódio piorou depois que a guerra com a França terminou em 1954. Os Acordos de Genebra resultaram na primeira migração em massa de cerca de um milhão de pessoas do norte para o sul, na qual houve verdadeiros talentos que mais tarde se tornaram famosos. Entre os compositores românticos que ficaram em Hanói estava Van Cao, autor de muitas baladas famosas antes da guerra e, especialmente, autor do hino da República Democrática do Vietnã. Ele praticamente deixou de compor desde então.

Durante a próxima guerra - a Guerra do Vietnã - o gênero oficial de música permitido por Hanói foi a música revolucionária ou vermelha. O conteúdo dessa música era para homenagear líderes, o partido comunista e apoiar a produção na retaguarda e a guerra no front. O ritmo era geralmente rápido, e a melodia era veemente. Algumas músicas eram emotivas, mas em geral não eram incentivadas.

Não havia indústria de entretenimento ou música no norte, pois os cantores trabalhavam para unidades administradas pelo estado, civis ou militares, e eram pagos como funcionários públicos. A gravação e transmissão eram monopólio estatal, principalmente através da rádio Voice of Vietnam. O lançamento de música para fins comerciais ficou para a imaginação.

Abaixo do paralelo 17, ao contrário, a música ganhou outra vida. Desde o final da década de 1950, as músicas eram escritas principalmente usando os ritmos bolero, rumba e habanera. Em combinação com a música tradicional do sul, nasceu um gênero de música peculiar ao Vietnã - lento e triste. Com letras simples, mas poéticas e significativas, as músicas diziam muito sobre a vida: família, país, tristeza, felicidade, mas mais significativamente: guerra e amor.

Notavelmente, canções anti-guerra também foram aceitas, elas coexistiram com as canções em homenagem aos soldados da República do Vietnã. No entanto, não havia tais canções no norte para homenagear o presidente ou seu partido.

Além disso, a indústria da música cresceu no sul com muitas gravadoras e palcos musicais que, em duas décadas, introduziram no mercado centenas de cantores, muitos dos quais se tornaram lendas do bolero: Thanh Thuy, Hoang Oanh, Phuong Dung, Thanh Tuyen, e Che Linh. Esses cantores são famosos desde o início dos anos 1960 e ainda estão cantando.

Não está claro a partir de que ponto a música do Vietnã do Sul começou a ser chamada de música amarela. O motivo pode ter origem na bandeira nacional amarela da República do Vietnã, em oposição à vermelha adotada pela República Democrática do Vietnã.

Durante a guerra, era compreensível que a música amarela não fosse permitida no norte. Mas depois de 1975, quando o Sul foi derrotado e o Vietnã unificado, ela ainda não era permitida, pois era considerada um vestígio da antiga sociedade. Houve campanhas de propaganda para desencorajar o público de ouvir música amarela. No auge da repressão, os flagrados ouvindo música amarela eram punidos, e suas cassetes, discos e pautas de música confiscadas.

Apesar desse controle, a música amarela, cujo principal componente era o bolero, ainda era secretamente cantada por cantores do sul que não deixaram o Vietnã (ou não tiveram a chance de fugir) e pelos próprios ouvintes. A indústria da música foi morta, mas a música continuou viva.

Após a queda de Saigon e até meados da década de 90, ocorreu a segunda migração em massa do povo vietnamita. Os refugiados, conhecidos como povo dos botes, tentaram fugir do Vietnã em busca de liberdade. A música amarela os acompanhava a muitos cantos do mundo, especialmente aos Estados Unidos, a segunda terra dos vietnamitas anticomunistas. A música amarela continuou a ser cantada por cantores anteriores a 1975 e passou para as próximas gerações. As pessoas sobreviveram e a música também.

No Vietnã, depois de 1986, o controle do estado sobre a cultura em geral e a música em particular foi diminuído. A música amarela não era oficialmente permitida, mas não era mais banida. Na década de 1990, quando mais músicas de amor foram autorizadas a serem cantadas e compostas novamente, algumas músicas amarelas neutras também foram aceitas. Às vezes, os nomes dos compositores foram alterados, mas a música permaneceu.

Mesmo antes do amplo uso da Internet, embora proibido, os produtos musicais dos refugiados vietnamitas, como as séries Paris By Night e Ásia, encontraram seu caminho de volta para casa sob o novo nome: música do além-mar. Curiosamente, o governo se desviou de um controle rigoroso para um tipo de subsídio de fato. Mas a maior parte do legado musical do Vietnã do Sul, mesmo nos dias de hoje, permanece em silêncio e no escuro: as músicas são revisadas lentamente e aceitas uma a uma, a pedido de um comitê estadual de artes.

Nos últimos anos, a mudança tem sido dramática, pois muitos cantores estrangeiros recebem permissão para retornar e se apresentar no Vietnã. Cantores nacionais mais jovens começaram a recorrer ao bolero e o público se tornou mais jovem e não limitado a uma determinada classe. Cantar e ouvir música pré-1975 parece ter se tornado moda no Vietnã.

Além de poderem se apresentar, também existem reality shows chamados Solo com Bolero e Bolero Idol - competições em busca de talentos nesse gênero musical, uma vez banido. A maioria dos juízes convidados para Solo com Bolero são cantores estrangeiros, alguns dos quais costumavam ser banidos.

Ainda existem algumas restrições. O termo "música amarela" não é oficialmente usado na mídia. É intencionalmente chamado de música country, música antiga - e mais frequentemente bolero (muitas das músicas amarelas mais populares não são, de fato, bolero). Alguns cantores anteriores a 1975 conseguem obter licenças para organizar shows ao vivo em qualquer lugar, exceto a cidade de Ho Chi Minh, anteriormente Saigon.

Além do renascimento da música amarela, muitas vezes há queixas sobre a música contemporânea no Vietnã. "Lixo" e "sem sentido" são as palavras usadas para descrevê-lo. Voltando ao passado, neste contexto, existe a opção preferível. Ironicamente, é o passado do Vietnã do Sul que o público vietnamita está abraçando. A música revolucionária vermelha não é mais preferida pelos jovens ouvintes e é tocada principalmente em eventos oficiais.

Muitas pessoas atribuem o renascimento da música amarela ao fato de que ela exibe melhor as características culturais do país e está mais próxima da música tradicional. Ele fala com a alma e o coração dos indivíduos comuns, diferindo em muitos aspectos dos temas políticos da música vermelha.
Assim, enquanto o Norte pode ter vencido a guerra, a música e a cultura do Sul continuam vivas. Mais do que apenas sobreviver, ela prospera.

Dinh Duy é colunista freelancer e doutorando em Milão, Itália

https://thediplomat.com/2016/10/the-revival-of-bolero-in-vietnam/
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2019.12.24 09:19 MinistroPauloCats O Bolero Venceu o Comunismo

Ironicamente, enquanto o Vietnã do Norte venceu a guerra, é a música "amarela" do Sul, proibida pelos comunistas, que os vietnamitas adoram.

Nos últimos anos, desfrutar canções de bolero escritas antes de 1975 de alguma forma se tornou moda no Vietnã. Um número crescente de jovens ouvintes recorre a esse gênero de música em ritmo lento como uma liberação emocional. Muitos cantores novos escolhem o bolero para iniciar suas carreiras. Alguns cantores cujos nomes são conhecidos por outros gêneros musicais começaram a cantar bolero para agradar seus fãs.

Esta não é apenas uma moda. Faz parte de uma história não contada de 60 anos.

A música moderna do Vietnã nasceu nos anos 1930 e cresceu rapidamente como uma mistura de elementos ocidentais e música tradicional. Teria sido uma jornada deliciosa sem o ponto de virada: a guerra de 9 anos contra a França, que eclodiu em 1946.

O governo do Vietnã, com sua típica postura dos países comunistas de drasticamente moldar uma cultura da classe trabalhadora, começou a mostrar seu ódio pela poesia e música românticas e emocionais. Sentindo-se oprimidos, alguns artistas que costumavam favorecer o Viet-Minh decidiram deixar a zona de guerra e retornaram às cidades, entre as quais Pham Duy e Thai Thanh, o maior compositor e diva vietnamita do século XX.

O ódio piorou depois que a guerra com a França terminou em 1954. Os Acordos de Genebra resultaram na primeira migração em massa de cerca de um milhão de pessoas do norte para o sul, na qual houve verdadeiros talentos que mais tarde se tornaram famosos. Entre os compositores românticos que ficaram em Hanói estava Van Cao, autor de muitas baladas famosas antes da guerra e, especialmente, autor do hino da República Democrática do Vietnã. Ele praticamente deixou de compor desde então.

Durante a próxima guerra - a Guerra do Vietnã - o gênero oficial de música permitido por Hanói foi a música revolucionária ou vermelha. O conteúdo dessa música era para homenagear líderes, o partido comunista e apoiar a produção na retaguarda e a guerra no front. O ritmo era geralmente rápido, e a melodia era veemente. Algumas músicas eram emotivas, mas em geral não eram incentivadas.

Não havia indústria de entretenimento ou música no norte, pois os cantores trabalhavam para unidades administradas pelo estado, civis ou militares, e eram pagos como funcionários públicos. A gravação e transmissão eram monopólio estatal, principalmente através da rádio Voice of Vietnam. O lançamento de música para fins comerciais ficou para a imaginação.

Abaixo do paralelo 17, ao contrário, a música ganhou outra vida. Desde o final da década de 1950, as músicas eram escritas principalmente usando os ritmos bolero, rumba e habanera. Em combinação com a música tradicional do sul, nasceu um gênero de música peculiar ao Vietnã - lento e triste. Com letras simples, mas poéticas e significativas, as músicas diziam muito sobre a vida: família, país, tristeza, felicidade, mas mais significativamente: guerra e amor.

Notavelmente, canções anti-guerra também foram aceitas, elas coexistiram com as canções em homenagem aos soldados da República do Vietnã. No entanto, não havia tais canções no norte para homenagear o presidente ou seu partido.

Além disso, a indústria da música cresceu no sul com muitas gravadoras e palcos musicais que, em duas décadas, introduziram no mercado centenas de cantores, muitos dos quais se tornaram lendas do bolero: Thanh Thuy, Hoang Oanh, Phuong Dung, Thanh Tuyen, e Che Linh. Esses cantores são famosos desde o início dos anos 1960 e ainda estão cantando.

Não está claro a partir de que ponto a música do Vietnã do Sul começou a ser chamada de música amarela. O motivo pode ter origem na bandeira nacional amarela da República do Vietnã, em oposição à vermelha adotada pela República Democrática do Vietnã.

Durante a guerra, era compreensível que a música amarela não fosse permitida no norte. Mas depois de 1975, quando o Sul foi derrotado e o Vietnã unificado, ela ainda não era permitida, pois era considerada um vestígio da antiga sociedade. Houve campanhas de propaganda para desencorajar o público de ouvir música amarela. No auge da repressão, os flagrados ouvindo música amarela eram punidos, e suas cassetes, discos e pautas de música confiscadas.

Apesar desse controle, a música amarela, cujo principal componente era o bolero, ainda era secretamente cantada por cantores do sul que não deixaram o Vietnã (ou não tiveram a chance de fugir) e pelos próprios ouvintes. A indústria da música foi morta, mas a música continuou viva.

Após a queda de Saigon e até meados da década de 90, ocorreu a segunda migração em massa do povo vietnamita. Os refugiados, conhecidos como povo dos botes, tentaram fugir do Vietnã em busca de liberdade. A música amarela os acompanhava a muitos cantos do mundo, especialmente aos Estados Unidos, a segunda terra dos vietnamitas anticomunistas. A música amarela continuou a ser cantada por cantores anteriores a 1975 e passou para as próximas gerações. As pessoas sobreviveram e a música também.

No Vietnã, depois de 1986, o controle do estado sobre a cultura em geral e a música em particular foi diminuído. A música amarela não era oficialmente permitida, mas não era mais banida. Na década de 1990, quando mais músicas de amor foram autorizadas a serem cantadas e compostas novamente, algumas músicas amarelas neutras também foram aceitas. Às vezes, os nomes dos compositores foram alterados, mas a música permaneceu.

Mesmo antes do amplo uso da Internet, embora proibido, os produtos musicais dos refugiados vietnamitas, como as séries Paris By Night e Ásia, encontraram seu caminho de volta para casa sob o novo nome: música do além-mar. Curiosamente, o governo se desviou de um controle rigoroso para um tipo de subsídio de fato. Mas a maior parte do legado musical do Vietnã do Sul, mesmo nos dias de hoje, permanece em silêncio e no escuro: as músicas são revisadas lentamente e aceitas uma a uma, a pedido de um comitê estadual de artes.

Nos últimos anos, a mudança tem sido dramática, pois muitos cantores estrangeiros recebem permissão para retornar e se apresentar no Vietnã. Cantores nacionais mais jovens começaram a recorrer ao bolero e o público se tornou mais jovem e não limitado a uma determinada classe. Cantar e ouvir música pré-1975 parece ter se tornado moda no Vietnã.

Além de poderem se apresentar, também existem reality shows chamados Solo com Bolero e Bolero Idol - competições em busca de talentos nesse gênero musical, uma vez banido. A maioria dos juízes convidados para Solo com Bolero são cantores estrangeiros, alguns dos quais costumavam ser banidos.

Ainda existem algumas restrições. O termo "música amarela" não é oficialmente usado na mídia. É intencionalmente chamado de música country, música antiga - e mais frequentemente bolero (muitas das músicas amarelas mais populares não são, de fato, bolero). Alguns cantores anteriores a 1975 conseguem obter licenças para organizar shows ao vivo em qualquer lugar, exceto a cidade de Ho Chi Minh, anteriormente Saigon.

Além do renascimento da música amarela, muitas vezes há queixas sobre a música contemporânea no Vietnã. "Lixo" e "sem sentido" são as palavras usadas para descrevê-lo. Voltando ao passado, neste contexto, existe a opção preferível. Ironicamente, é o passado do Vietnã do Sul que o público vietnamita está abraçando. A música revolucionária vermelha não é mais preferida pelos jovens ouvintes e é tocada principalmente em eventos oficiais.

Muitas pessoas atribuem o renascimento da música amarela ao fato de que ela exibe melhor as características culturais do país e está mais próxima da música tradicional. Ele fala com a alma e o coração dos indivíduos comuns, diferindo em muitos aspectos dos temas políticos da música vermelha.
Assim, enquanto o Norte pode ter vencido a guerra, a música e a cultura do Sul continuam vivas. Mais do que apenas sobreviver, ela prospera.

Dinh Duy é colunista freelancer e doutorando em Milão, Itália

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2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.23 22:47 henry25555 [Rant] Eu odeio o fanatismo cego por parte da torcida/comunidade do meu time

Primeiro de tudo vou avisar que esse vai ser um texto longo, então sinta-se livre para ler um parágrafo e dar downvote, só vai estar reforçando o meu ponto.

Eu nasci flamenguista de berço e com uma família muito fanática pelo flamengo, meus aniversários quase sempre foram com tema do flamengo e eu sempre assisti aos jogos. Para mim, o flamengo é minha paixão e sempre foi e sempre será muito mais que um clube esportivo, seja na lama coberto de dívidas ou em boas fases como está nesse ano.

Agora que eu já fiz minha breve introdução, eu quero tirar algo do meu peito que sempre veio me incomodando mas que está especificamente insuportável esse ano, o fanatismo cego por parte da torcida do flamengo.
Eu venho fazer esse desabafo à luz de eventos que aconteceram recentemente: Uma declaração controversa de Jorge Jesus e o ataque ao apresentador da rede de televisão Band, Neto.
Pra vocês que não seguem notícias, Jorge Jesus deu uma coletiva controversa após o jogo do Cruzeiro onde ele disse "Na dúvida, sempre contra o flamengo" com relação ao penâlti marcado contra o flamengo na partida. Não estou aqui para discutir se foi ou não penâlti, isso é irrelevante para a discussão.
Óbviamente a coletiva deu muita polêmica, em especial com a mídia paulista e mais especificamente com o apresentador do Donos da Bola de São Paulo, Neto. Breve comentário sobre o Neto: Não tenho nada contra ele, muito pelo contrário acho ele muito divertido como apresentador, pois ele fala o que pensa. Além claro dos surtos de imparcialidade dele serem muito engraçados. Segue o link do programa em questão.
Os comentários são todos de xingamentos ao apresentador, muitas vezes sem fundamento algum e com motivações muito contraditórias, mas é o Youtube e eu entendo que esse tipo de coisa é extremamente comum, mas o problema não é com os comentários do youtube em sí, e sim com um "embaixador" do flamengo que vai pelo nome Paparazzo rubro negro. Breve comentário sobre o indivíduo: Não o conheço pessoalmente, parece ser uma boa pessoa e fala o que pensa, mas ele é um dos principais catalisadores do cego fanatismo da torcida do flamengo nas redes sociais e um verdadeiro exemplo de imparcialidade, para ele o flamengo NUNCA está errado e o mundo está a todo momento conspirando contra o clube de regatas do flamengo, e esse pensamento bitolado dele é passado para a grande massa de usuários que consomem o conteúdo dele. O último exemplo foi o último vídeo que ele lançou em seu canal, segue o link.
Começando pelo título clickbait e os surtos de histeria do indivíduo no vídeo em questão, falando em até mesmo processar o apresentador e de barrar a Band de cobrir o CT do flamengo. É nítido que o indivíduo em questão não assiste ao programa do neto, e está baseando sua indignação em resumos de outras pessoas, ou clipes pequenos retirados do programa, ele mesmo admite no vídeo!
No programa em questão, é discutido a validez do posicionamento de Jorge Jesus sobre o tópico que lhe foi abordado na coletiva, e até mesmo eu como flamenguista concordo completamente com o que foi dito. Primeiro e mais importantes: Os times não são benefíciados especificamente, o problema é que a arbitragem brasileira é tão sofrível que erros acontecem muito frequentemente, e times acabam sendo prejudicados e outros beneficiados, e ele mesmo trás um ponto muito importante: Na maioria das vezes, apenas os times GRANDES são os beneficiados. Ele mesmo como corinthiano fanático tem a decência de admitir que o time dele foi beneficiado dezenas de vezes, assim como times como Palmeiras, Vasco etc, inclusive trazendo atenção aos graves erros de arbitragem na série B e C!
Ok, você pode argumentar o seguinte: "Mas o JJ está falando em relação ao tempo que ele esteve comandando o flamengo, não podemos relacionar o que aconteceu no passado" e eu te digo que existiram lances decisivos e bem controversos que beneficiaram o flamengo de alguma forma em jogos que o JJ já estava no comando, não vou entrar em detalhes sobre quais mas vocês devem ter uma idéia.
Você dizer que todos estão sempre contra o flamengo, é objetivamente incorreto. Isso é coisa de fanático cego, beirando a seita religiosa ou teoria da conspiração. Lembra do carioca de 2014, onde nosso gol do título estava nitidamente impedido, e o Felipe disse publicamente "Roubado é mais gostoso"? isso ninguém lembra né, assim como o próprio flamengo já foi muito prejudicado também! Isso é derivado da péssima arbitragem brasileira e não o Illuminati desejando o mal ao flamengo.
Vale ressaltar que no programa é dito coisas que também não concordo, onde ele compara o trabalho do JJ com o de outros brasileiros e tenta diminuí-lo, isso eu acho errado mas ele ali está dando sua opinião completamente subjetiva mas isso é uma das principais características que o apresentador tem, e ele não faz exclusivamente com o JJ. Logo depois, ele ressalta o bom trabalho que ele vem fazendo no flamengo e o parabeniza por isso também, como sua sagacidade ao requisitar pablo marí e gerson, ele até mesmo elogiou a torcida flamenguista que vem fazendo grandes lotações em estádios espalhados pelo Brasil. Para um apresentador que é notório pela sua imparcialidade, isso é bem admirável.
O neto sempre fez duras críticas ao flamengo, mas críticas merecidas como sobre a indenização das famílias que perderam seus filhos no incêndio, mas ele também faz vários elogios! Quando o palmeiras foi eliminado da libertadores e o flamengo passou, ele ressaltou várias vezes que "O único time no Brasil capaz de vencer o Liverpool é o flamengo, caso passe pelo Grêmio na libertadores" mas isso ninguém comenta né? isso não mandam la pro "Paparazzo".

Mas ta, qual é o meu ponto com tudo isso? Meu ponto é que essas pessoas precisam usar a CABEÇA e raciocinar, critica onde precisa ser criticado e elogia aonde merece ser elogiado, sem teoria da conspiração. Você falar que um apresentador precisa ser PROCESSADO por uma OPINIÃO é literalmente CENSURA! Você sugerir que a rede de televisão seja barrada de cobrir o CT do flamengo é, novamente, CENSURA. Você está basicamente dizendo "Se vocês não falarem bem do meu clube, vocês não vão mais ter direito de cobrí-lo" e não cobrir o flamengo em 2019 é um tiro no pé por conta da grande massa de torcida e audiência que dá, se o flamengo seguisse a instrução desse indivíduo, seria, novamente: CENSURA.

Outro ponto que quero ressaltar é o da recente convocação de Tite de dois jogadores chave do flamengo. Óbviamente fico triste e feliz ao mesmo tempo, mas eles merecem demais. Esse indivíduo no dia da convocação, postou um vídeo dizendo que a CBF está fazendo um complô contra o flamengo à prol de favorecer o palmeiras e enfraquecer o flamengo deliberadamente. Ele basicamente fez graves acusações à CBF, (que não é santa!) mas quem merece ser processado é o apresentador dando a opinão subjetiva dele, ok né...
Esse discurso de que o Tite está favorecendo o palmeiras é simplesmente IMBECIL. Culpem a CBF por essa zona no nosso campeonato e não o treinador, que está apenas defendendo o trabalho dele. Poderia ter um bom senso como o técnico da argentina? Sim, poderia, mas já convocou e acabou o assunto. Reclamam que o Gabigol não é convocado, ai quando é convocado reclamam de novo, pelo amor de deus. O cara disse diversas vezes que é o sonho dele voltar à seleção e o trabalho duro dele reflete essa premiação, em vez de xingar o tite e fazer teoria da conspiração por que não ficamos felizes pelo Gabriel? Confiem no teu clube e no teu treinador, se ele realmente é excelente ele vai segurar a barra nesses dois jogos de desfalque e mesmo que perca um e empate o outro ta de bom tamanho.

Eu simplesmente odeio esse torcedor que vive em uma bolha, parecem crianças cara... Tudo é contra ele e a favor do adversário, vai no perfil dos outros times ficar xingando jogador, diretoria, árbitro, e quando perde vai no próprio perfil e xinga o próprio clube em vez de apoiar na lama, só querem apoiar quando estão voando. Eu sei que essa parcela tóxica de torcedores é pequena porém ela é muito vocal, e a tendência é deles crescerem cada vez mais quando se tem pessoas como esse paparazzo agindo como embaixadores de mídia.
Reconhecer que o flamengo tem problemas, que peca em algumas áreas ou já pecou, que não é perfeito, é humano. Bizarro são essas pessoas que vivem cegas achando que tudo é perfeito e maravilhoso e que o mundo está conspirando contra nós a cada segundo, desculpa ai mas se você pensa assim vai se ferrar velho.

Vou encerrar por aqui se não vou acabar escrevendo um livro, sinta-se livre de discutir sobre o assunto seja qualquer for seu time, por que eu imagino que isso aconteça com os outros times também.
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2019.07.27 11:13 EuSoQueroQue Para vc que amei

(Escrevi essa carta pensando em não mostrar para ninguém. Mas não teve o efeito que eu esperava. Quem sabe se outras pessoas lessem)
Oi, tudo bem?
Menos de uma semana atrás eu te mandei uma mensagem sobre um filme que assisti. Dessa vez vc respondeu. Foi educada, mas não continuou a conversa. Para mim foi o suficiente para achar que desta vez a msg tinha alguma chance de virar uma conversa, então fiquei tentando pensar em como puxar assunto. Não quis usar perguntas pq não queria fazer vc se sentir obrigada a responder. Pensei em te contar sobre a minha vida, que mudou bastante nos últimos 2 anos.
Mas achei que esse seria um bom assunto para quando finalmente conversarmos em pessoa. Acabei escolhendo um elogio, a maravilhosa habilidade que vc tem e sempre me deixou com inveja foi a capacidade de ter assuntos e manter uma conversa saudável. Mandei essa mensagem,
Agora acho que vc pode estar interpretando como se eu estivesse sendo "passive-aggressive", como que reclamando de vc ter sido "apenas" educada e não continuada a trocar msgs.
Eu odeio que a parte de mim que tenho te mostrado nos últimos 10 anos foram de msgs nos momentos que estive mais triste, solitário ou fragilizado de alguma maneira. Toda vez que paro para pensar, sei que estas msgs só servem para te afastar ainda mais de mim. Mas, acho que saber que vc está do outro lado, ainda que não me ouvindo, tem me feito bem.
Anteontem te mandei outra mensagem. Desta vez mais parecida com uma conversa saudável. Contei que mudei de emprego, de cidade, perguntei como vc está. Dessa vez o resultado foi muito diferente. Não quanto a sua resposta, mas que poucas horas depois de enviar a msg a minha "crise" atual melhorou bastante. Ao ponto de achar que eu estava bem, pelo menos até a próx crise daqui 2 ou 4 anos.
Foi pensando nesse bem estar que resolvi escrever esses sentimentos. "Talvez seja o processo de transformar seus sentimentos em palavras que tenha tido o efeito benéfico." Decidi que, da próx vez que eu realmente precisasse dizer alguma coisa, escreveria neste papel. Não demorou para meus pensamentos estarem cheios de novo.
Assisti um vídeo sobre relações abusivas, e me corta o coração identificar atitudes minhas como as de um namorado abusivo. Eu me odeio por todo mal que já te fiz e nem pedi desculpas. (...) Agora me lembro que eu cheguei a me desculpar por ter te ignorado naquele churrasco, mas o verdadeiro peso daquelas ações só entendi agora, que o vídeo citou explicitamente que ignorar seu parceiro em um ambiente público é uma atitude abusiva e altamente prejudicial.
Hoje eu entendo que usava o silêncio como uma arma contra você. E só posso imaginar o quanto isso te machucou.
(...)
Passei alguns minutos discutindo comigo mesmo se deveria escrever pensamentos que provavelmente irão te afastar ainda mais de mim. Escrevo com o sentimento de te mostrar, mas sem intenção real de te enviar ou mostrar esse caderninho. Por isso mesmo não faz sentido não ser honesto com o papel. Oras, ser menos honesto e escolher quais pensamentos escrever são resquícios do comportamento manipulativo meu. Como se mesmo uma carta de desabafo, que nunca será mostrada devesse ser escrita com a intenção de te convencer a conviver de novo comigo.
Até pq se eu não consigo expressar meus sentimentos para um pedaço de papel, como poderia expressá-los para você?
Os pensamentos, que meu lado medroso queria deixar de fora desta carta, era que se eu consigo hoje identificar atitudes tão tóxicas em como eu era quando estávamos juntos, provavelmente existiam outros que eu nem entendo como problemáticos. Pensei também que, quando vc me ignora nas estúpidas msgs que envio, está apenas se protegendo de uma pessoa... tóxica? abusiva?
Eu já não sei o quanto estou sendo realista ou apenas sendo auto depreciativo. Esse comportamento provavelmente é outra característica abusiva minha.
Não sei se chegou a ver o filme "before the sunset", imagino que ainda não. Passou menos de 1 semana desde que te disse para ver.
Eu gostaria muito de te dizer que quis te recomendar o filme principalmente por 2 motivos:
O tom da conversa que os personagens tem. Como se o tempo que passou não fizesse diferença nenhuma e eles fossem bons amigos durante todos estes anos. Queria que vc lêsse as minhas msgs para vc com esse tom, de maneira meio leve, meio pesada, mas principalmente honesta.
Eu sei que, em termos de voltarmos a ficar juntos, não entrar em contato e deixar o acaso nos juntar seria mais efetivo. Mesmo que demorasse muitos anos. Mas só de pensar em isso não acontecer eu sou tomado por uma tristeza, um sentimento de vazio.
O segundo ponto do filme que queria muito conversar com vc, é quando a mulher diz: "I was fine until i read your book"
Com ctz vc já percebeu que isso acontece bastante comigo. A maior parte das vezes eu me lembro de vc com saudades e carinho, e um gosto bitter sweet que fica na boca. As vezes, como essa de agora, a saudade fica demais. Eu não me controlo e acabo mandando alguma msg torcendo que encontre vc em um momento parecido, e consiga transformar a distância entre nós em uma conversa como a do filme.
MAS, eu nem sei se vc tem a mesma saudade que eu sinto por vc. Quando penso em como fui com vc, imagino que fui apenas uma fase ruim, que vc seria mais feliz se não tivesse me conhecido. Ao mesmo tempo, eu me recuso a acreditar que seja possível sentir tanta saudade de alguém que não sente a sua falta.
Acabo me convencendo que a única diferença é que vc tem um auto-controle melhor que o meu. Que as suas crises de saudades acontecem, quando alguma música ou filme te lembram de mim, mas que vc não me procura de maneiras bobas como eu faço com vc.
Me lembro de uma vez que vc me pediu uma receita, que fazia quase 9 anos que não comia aquilo. Eu devo ter te respondido de algum jeito ruim, pq quando te perguntei dos cookies que vc fez para mim um dia, não me respondeu mais. Essa vez eu fiquei muito confuso. Inicialmente achei que vc queria conversar como amigos apenas, mas quando não me respondeu pensei que vc continuava com aquela filosofia boba de "ex bom é ex morto". Fiquei com raiva. Vc me ignorava quando eu tentava algum contato, mas me pedia coisas qdo tinha algo a ganhar.
Quando a raiva passou, pensei que poderia ser saudade que te fez mandar as msgs, e não sabia o que fazer com essa possibilidade. Eu queria que fosse verdade, como se uma confirmação que eu fui importante para vc como vc foi para mim.
(...)
Agora, escrevendo, me lembro de vc comentando que eu pedi um tempo no namoro "do nada" ou algo do tipo. Metade dos motivos eu tenho ctz que já tinha reclamado para vc antes, e vc não fez esforços para melhorar. Era o jeito como vc tratava seus amigos homens, dando muita liberdade, inclusive quanto a contato corporal, de abraços por trás e cócegas. Essas atitudes me machucavem tanto nos meus ciúmes quanto nas minhas inseguranças. Aquele dia que eu tentei fazer cócegas em você e não consegui me incomoda até hoje. Ver um amigo seu te fazer cócegas, o jeito que vc ria, acabou comigo naquele momento.
A segunda metade de pq eu quis das um tempo, essa é a parte mais difícil de confessar. Gostaria de te dizer em pessoa, mas muito provavelmente eu nunca vou ter a oportunidade.
Quando a gente já não estava tão bem juntos, apereceu alguém.
Era uma mulher muito bonita e simpática. Acho que tanto eu como ela sentimos uma conexão, daquelas que vc sabe que a outra pessoa tb tem?! Bom, começamos a conversar mais. Me sentir próximo de alguém no mesmo momento que me sentia distante de vc me confundiu bastante. Hoje eu entendo que foi apenas um "crush" e que a gente não controla com quem vai se sentir atraído. Mas na minha cabeça isso era inaceitável. Sentir-se atraído por outra mulher era incompatível com a minha definição de amor.
Se eu tivesse na época o pouco de maturidade que tenho hoje, eu saberia que esse sentimento não significava nada. Que não havia necessidade de passar nenum dia longe de vc.
Lambrar dos meses seguintes, quando tínhamos separado mas não de verdade, Vc quis voltar a ficar juntos, eu não quis. Depois eu quis, vc não. Aí inverte mais uma vez, e depois outra. Como se fosse um problema de desencontros ou timing.
Mesmo quando estávamos namorando, toda vez que acontecia a menor das brigas eu demorava para processar meus sentimentos. Até lá vc já tinha se cansado de tentar me animar, tentar me ajudar a me abrir mais. Então, quando eu finalmente superava o motivo inicial da briga, vc estava agora chateada comigo por ter sido tão frio e distante durante a briga.
Talvez se vc tivesse mais paciência com a minha demora em digerir emoções. Talvez se eu fosse mais maduro emocionamente. Eu já não sei mais.
Só sei que é tarde demais para pedir desculpas. Eu imagino que vc me veja como o ex abusivo, que ainda tenta entrar em contato apenas para ser manipulativo. Mas eu só quero que vc saiba que eu estou pensando em vc. Que eu te vejo como a pessoa mais importante a passar na minha vida até hoje.
Eu só quero que vc saiba que eu te vejo como no filme, que um dia vamos nos encontrar, sem horários, sem relacionamentos, e que nesse dia nós vamos conversar natural e honestamente, e se não for para ficarmos juntos, que pelo menos eu consiga te pedir desculpas.
Desculpas por todas as lágrimas que eu te fiz derramar.
Desculpas por todas as brigas que não deveriam ter existido.
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2019.04.23 07:40 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - PRÓLOGO

Uma nota pré-texto, apenas para situar melhor o leitor: na primeira parte do prólogo, que começa em "Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar", o personagem em questão é o nosso protagonista, Saravåj. Já na segunda parte, que começa a partir de "Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar", o personagem muda e passa a ser o rei da Pasárgada, Matiza Perrier. O prólogo é um contraponto entre os dois, embora o faça sem citar nomes. E se você não entendeu nada a respeito do que eu falei até aqui: dá uma olhada na introdução de Steel Hearts, se quiser, que tá linkada ai em cima.
Enfim, boa leitura! :)
[EDIT: Eu usei o underline para iniciar os diálogos porque o Reddit reconhece o travessão como marcador de tópico.]
Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar.
Ele sentiu a luz do sol em seu rosto, anunciando que a escuridão da noite já havia passado e que o céu era claro mais uma vez. Os seus sentidos despertaram pouco a pouco, como os de quem acorda de um coma após uma década de inatividade. Em um suspiro profundo, pôde sentir o odor de móveis velhos daquele quartinho arranjado e exíguo, mas inegavelmente organizado com maestria milimétrica em cada mínimo detalhe por ele próprio. Confirmou para si mesmo que estava, de fato, vivo.
Vagarosamente, os seus olhos também ganharam vida. Assim que o seu par de olhos se abriu pela primeira vez naquele dia, sua íris castanho-claro focou, sem se mexer um milímetro para a direita, sem se deslocar um milímetro para a esquerda, em uma tábua que estava fora do lugar no teto de madeira bege-clara de seu cubículo. Lhe incomodava demasiadamente aquela quebra abrupta no padrão de tábuas alinhadas e retilíneas. Namorou aquele lasco de madeira solto durante infinitos minutos. À essa altura, seu mecanismo interno também começou a funcionar e debutou a processar informações.
Ele planejou mil e uma formas de solucionar este problema que tanto lhe afligia, com a pia e ridícula convicção de que, quando tornasse àquele mesmo panorama quando o breu noturno caísse novamente, aquela tábua defeituosa continuaria ali, sem sequer ser tocada por um dedo que fosse. Talvez por cansaço físico e mental dele. Talvez por sua própria incapacidade de tecer um projeto suficientemente perfeito para dirimir o que lhe amorfidava. Ou, talvez, por não ser nada além de uma tábua antiga e quebrada. Até que, por fim, ele se concentrou exclusivamente no melódico canto dos pássaros que vinha do lado de fora. Dos presentes da natureza que ele recebia por morar naquele recinto, sem dúvida, a música dos pardais era o mais belo e mais agradável de todos.
Por todos os deuses e deusas do cosmo! Os pássaros! Os pardais-espanhóis!
Ele se levantou violentamente, repelindo para longe a sua coberta, o seu travesseiro e todo empecilho que estivesse em seu caminho, como se estivesse no ápice de sua energia diária, e se colocou, em questão de segundos, na frente da imensa janela de vidro que se localizava estrategicamente na dianteira de sua cama.
Esfregou os olhos. Depois os arregalou. Repetiu o processo algumas vezes.
Quem se colocava, como ele, à frente daquela majestosa janela, tinha uma visão privilegiada de uma enorme figueira que existia naquele vilarejo. Chamava a atenção, ao primeiro olhar, pelo tamanho. Não poderia ser diferente. Aquela árvore era um verdadeiro gigante. Ao mesmo tempo, era uma figueira muito velha, é verdade. Já deveria estar gozando da terceira fase de sua vida. De seus dois mil anos, no mínimo. Seus galhos já eram totalmente retorcidos. Sua raíz era grossa e invadia o solo que lhe rodeava, como um monstro botânico que tenta alcançar a superfície. Contudo, em contraponto, as suas folhas reluziam a vida. Todas elas. O pigmento verde-esmeralda destas era o mesmo de uma plantinha que acabara de desabrochar. Todo o seu caule era consistente e forte, sustentando com exuberância todos os seus inúmeros galhos. Seria uma calúnia atroz afirmar que, mesmo que de muito longe, se tratava de um mero agigantado pedaço de madeira oco e sem vida. Nos pés do caule da monumental figueira, existia uma pequena placa pregada junto à árvore, também de madeira, mas em tom muito mais claro. Nela, lia-se a frase em latim "Hic insignis femina forti ager deambulavit in terra" em letras garrafais, mas visivelmente pintadas com uma tinta branca ralé e desbotada, tornando as inscrições apagadas pelo efeito do tempo praticamente ilegíveis.
Todavia, ele não estava lá para endeusar aquela dádiva da mãe-natureza. Os seus olhos tinham outro eixo. Naquela árvore, muito além da fitologia e de toda tonalidade verde-vivo que lhe envolvia, existia uma verdadeira sociedade de pardais-espanhóis. Haviam vinte ou trinta famílias de pardais que levavam suas vidas nos galhos daquela grandiosa figueira já há anos. Todos eles, passarinhos miúdos, ariscos e ligeiros, características naturais de sua espécie, que levavam em suas penas tons que variavam de marrom-escuro até colorações mais acinzentadas.
Na árvore, se organizavam como se houvesse um contrato social entre eles. Como se os pardais fossem, de fato, seres pensantes, dotados de raciocínio lógico e com a capacidade de agruparem-se em um meio social concreto, previamente definido por regras a serem seguidas por todos. A figueira era a estalagem. Cada galho, uma residência. Não haviam duas ou mais famílias de pardais por galho. Em todos os ramalhos que se fragmentavam do caule, existia somente um ninho de pardal-espanhol, como se todos eles concordassem que aquele era o número ideal de famílias por galho. No raiar do dia, os pássaros se agitavam, aforando os ouvidos de quem quisesse ouvir com a sua graciosa música inerente. Neste átimo, o pássaro-mor de cada ninho voava pelo horizonte, em busca do sustento de sua parentela. E ao final do entardecer, retornava ao seu lar, socializando com os seus os ganhos do dia. Desta forma, aquele agrupamento de pardais engrenava. E só seria uma indiscutível violação de juramento afirmar que a subsistência dos pardais-espanhóis na figueira era, efetivamente, próspera, por efeito do vilão da estalagem. Um abutre.
De corpo robusto e de asas de envergadura majestosa, tinha dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta vezes o tamanho de qualquer pardal-espanhol. Era um autêntico ogro ao lado de um pardalzinho. E, ao contrário da prevalência dos membros de sua espécie, não era de aparência macabra. A plumagem de seu tronco era marrom-clara, como a das águias. E a sua coroa não era pelada, como a maioria dos abutres, que mais se assemelhavam a um morto-vivo do que a uma ave. Continha penas brancas como a neve em seu crânio. Também tinha em seu arsenal de combate garras afiadas como agulha de alfaiate, um bico longo e pontudo e um olhar que imporia pavor até mesmo em um Argentavis. O abutre lembrava muito mais uma ave de rapina do que um urubu. Localizava-se sempre no ponto mais alto da figueira, como a estrela de Belém em uma árvore natalina.
O abutre, sem dúvidas, era o amo daquela sociedade. O dono. O rei. Todos os pardais-espanhóis se viam fracos e indefesos diante de uma ave tão superior em tamanho e em força e se curvavam diante do abutre, ainda que mordendo a língua de desgosto. De todos os pássaros da figueira, o abutre era o único que não se aventurava no mundo além daquela lendária árvore em busca da sobrevivência diária. Muito pelo contrário: agia como um cobrador. Durante todo nascer do sol, sem feriado nem dia santo, o abutre voava de galho em galho, de residência em residência, de família de pardalzinho em família de pardalzinho, tomando para si uma parcela das sementes, grãos, cereais e pedaços de legumes que as famílias de pardal haviam faturado no dia anterior. Na maioria das vezes, era a metade. Por algumas vezes, entretanto, o abutre não fazia economias e se apoderava de mais - e muito mais - da metade dos alimentos de um ou outro ninho de pardal-espanhol, deixando estes reféns de sua própria sorte, suplicando aos deuses para que naquele dia o saldo alimentício do chefe da família fosse dobrado. Em troca desta colaboração forçada, os pardais-espanhóis não recebiam absolutamente nada. Nem proteção do abutre. Nem nada que dependa da solicitude do malévolo pássaro-rei. Não era justo. Mas "realidade" e "justiça" são palavras que raramente caminham de mãos dadas. O medo que os frágeis pardais tinham do abutre, tão corpulento, tão vasto, tão amedrontador, impedia-os de organizar uma revolta contra aquele pássaro das trevas. Era parte da rotina ceder metade dos seus lucros, sem mais nem menos, ao seu próprio carrasco.
E assim a sociedade de pássaros que vivia naquela louvável e anciã figueira funcionou durante muito tempo.
Até aquele dia.
Naquela manhã, tudo foi diferente.
O abutre deu início à arrecadação do alquilé dos pardais, como o de costume. Até que, após confiscar para si alguns pequenos grãos e sementes sem imprevistos, voejou até um galho que se localizava em um dos pontos mais altos do lado esquerdo da figueira.
Ali residia um pardal-espanhol solitário. Não tinha família. Morava sozinho em seu ninho. Era tão pequenino e franzino como os outros. Carregava em seu corpo penas marrom-claro, quase que idênticas às do abutre. Também tinha uma listra branca que corria por todo o seu corpo, o que lhe diferia dos demais. Ela tinha início na parte inferior de seu olho direito e só encontrava fim quando terminava o torso do pardal.
Naquela manhã, ele resistiu. Se apresentou à frente do abutre, que era um genuíno arranha-céu em frente ao passarinho, como quem se recusa a cumprir uma ordem e desafia o seu algoz. O abutre estufou o peito, na tentativa de intimidar o pardal-espanhol revoltoso. Em vão.
Antes que o abutre pudesse adotar qualquer segunda atitude visando espantar o seu adversário, o pardalzinho o atacou, em um movimento precípite e, acima de tudo, inesperado. O abutre foi lançado para fora do galho pela força da velocidade que o pardal imprimiu e os dois pássaros passaram a brigar no ar. No combate corpo a corpo, o pardal-espanhol compensava a ausência de força com uma agilidade que o abutre não conseguia acompanhar. O abutre se tornara incapaz de usar o seu tamanho e a sua robustez avantajada à seu favor. O inverso aconteceu: a grandeza física do abutre fazia com que ele fosse um alvo fácil de ser atingido por seu rival. A força, meio que o abutre usou para ser condecorado o pássaro-mor hegemônico daquela figueira durante tanto tempo, trazia junto de si a lentidão, o que fazia com que aquela ave, antes tão temida e respeitada por seus subordinados, não conseguisse inibir as investidas do nanico e veloz pardal-espanhol. O pardal nocauteava o abutre várias e várias vezes, mudando de uma direção para outra como uma flecha, antecipando os movimentos tardios de seu inimigo. O contrário não acontecia. Naquele instante, o abutre servia somente de saco de pancadas para o pardal.
A ameaça que a revolta daquele heróico pardal-espanhol representava à soberania do abutre serviu de gatilho para muitos outros pássaros residentes da figueira, também descontentes com a iniquidade daquela dura submissão, que deixaram os seus ninhos para também golpear e bicar o abutre simultaneamente. Em pouco tempo, mais da metade da sociedade de pardais-espanhóis estava ali, lutando por sua plena liberdade. O abutre tentava se defender do bando como podia. Se contorcia, esticando as suas garras freneticamente para todas as direções até o limite de sua flexibilidade, na tentativa de abater um ou outro pardal. Se já era árduo para ele engalfinhar-se com um pardal-espanhol só, guerrear contra um bando inteiro tornava-se insustentável. O abutre debatia-se em gemidos escandalosos de dor, na risível esperança de enxotar todos aqueles incontáveis pássaros para longe de si.
Até que, de tanto que insistiu e esperneou, o carrasco conseguiu prender um de seus êmulos em uma de suas garras - a esquerda. Aquele pardalzinho foi, instantaneamente, neutralizado. As unhas pontudas do abutre, que mais pareciam pequenos punhais, atravessaram a plumagem marrom-clara daquele pequeno pássaro sem lástima nenhuma, perfurando-o exatamente no centro da extensa listra branca que se avultava por todo o seu corpo, peculiaridade que lhe diferenciava de todos os outros pardais. Era ele. O pardal-espanhol rebelde. O motor daquela rebelião. O patrono dos pardais-espanhóis malcontentes com as injustiças cotidianas daquela estalagem. Aquele - o único! - que aceitou com prontidão o perigoso jogo de confrontar o temeroso abutre. Justamente ele, entre as dezenas de pássaros. O destino, perpetuamente muito irônico, pôs-se a rir da infeliz coincidência. O pardalzinho revolucionário era, de modo inegável, muito astuto. Mas nem que tivesse o quádruplo de sua resistência física, seria capaz de sobreviver estando entre as implacáveis garras cortantes do abutre. Ele não teve sequer a chance de lutar por sua supervivência. Os seus órgãos internos foram espremidos. A morte foi instantânea. O cadáver, sem embargo, continuou nos gatázios do abutre, como se fosse um troféu - ou prêmio de consolação - para o impiedoso pássaro-rei.
Os demais pássaros revoltosos, à exemplo de seu recém-falecido condutor, seguiram a bicar o abutre, com cada vez mais violência, como se não fossem meros passarinhos tênues e mansos. Mais pareciam, naquela rebelião, verdadeiros animais selvagens. O bando de pardais-espanhóis era uma máquina de guerra, pronta para esquartejar o seu inimigo a qualquer instante. Era questão de tempo até que o abutre tivesse o mesmo trágico fim do pardal causador de toda aquela anarquia necessária. Do pardalzinho que ele acabara de tirar a vida friamente. O destino, por sua vez, não tardou muito. O abutre já mal tinha forças para para estrebuchar, reconhecendo pouco a pouco o seu melancólico e penoso porvir. E este não podia sequer pleitear a vida por suas habituais injustiças. Todo aquele sofrimento do abutre era íntegro. Merecido. Conveniente. Depois de tanto atazanar os pardais daquela figueira, era a hora do acerto de contas.
Em um movimento descontrolado, um dos pardais-espanhóis mais exaltados em meio àquela calorosa confusão bicou o comprido pescoço do abutre ferozmente, estourando com retidão cirúrgica sua veia jugular. O golpe foi fatal. Morte instantânea. A morte, inegavelmente, é juiz. Se a vida, por muitas vezes, favorece aos maliciosos, a morte, sui generis, jamais falha. Pune a todos, sem distinguir. Um jato de sangue arroxeado jorrou da goela do abutre, manchando com aquela seiva honrosa boa parte dos pardais que estavam em torno do pássaro sucumbido quando a bicada da vitória foi desferida. A revolução dos pardais estava completa. Não havia mais carrasco. Não havia mais verdugo. Não havia mais medo, nem aluguel. Enfim, o abutre libertou o corpo sem vida do passarinho revoltoso de suas garras e, simbolicamente, todos os pardais que integravam aquela sociedade.
O monumental corpo ensanguentado do abutre e o defunto esmagado do pardal-espanhol rebelde caíram lentamente pelo ar, lado a lado. E tocaram o chão exatamente no mesmo instante, fazendo valer, mais uma vez, uma velha máxime da vida: quando o jogo acaba, todas as peças, por mais diferentes que sejam entre si, voltam para a mesma caixa, sem se queixar.
Ele assistiu tudo de camarote.
"É tão estranho. Os bons morrem antes", ele pensou consigo mesmo.
Ele, então, voltou-se para a sua cama. Deu meia-volta, despiu-se dos trapos velhos que usava para dormir e vestiu o seu traje de batalha mais nobre, que levava uma enorme capa vermelho-vinho às costas, que recaía por quase toda sua armadura de ferro medieval, a qual ele também envergou. Sentiu-se, como sempre, mais são portando aquela farda solene. Olhou por intensos segundos para o seu próprio reflexo no espelho que havia em frente à cabeceira, com um ar aristocrata de confiança. Apoderou-se, ademais, de duas espadas que estavam encostadas no pé dianteiro de sua cama. Uma banhada à prata e outra banhada à bronze, tinham a estatura, à grosso modo, moderadamente menor do que uma vassoura comum. De lâmina mais fina e de peso mais leve em comparação com as espadas universais dos templários, colocou suas duas gládias nas bainhas que também carregava em suas costas. Por fim, deixou o seu quartinho amanhado, organizado como nunca, exceto pela tábua desprendida no teto de seu cubículo - aquela amaldiçoada tábua! - fechando a porta amadeirada deste para jamais tornar a abri-la.
O vento, enfim, soprava à seu favor: era tempo de ressureição.
Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar.
De ressaca. Sentia em seu crânio pontadas de dor, que iam e vinham. O cenário ao seu redor denunciava o motivo de seu mal-estar: infinitas garrafas de vinho e de licor vazias em torno dele, além de incontáveis taças douradas, também vazias ou consumidas somente até a metade. Ele despertou em um magnificente trono real dourado, produzido tendo o ouro puro como sua matéria-prima e decorado com jóias preciosas, coloridas e resplandecentes - havia tido o seu sono ali naquela madrugada, sentado. Aquele trono dourado era o ponto mais alto daquele salão. Tanto que, era preciso subir alguns degraus para chegar até ele - não por acaso. A ideia era, de fato, representar o ápice da soberania que um mortal poderia desfrutar. O lugar mais alto que alguém poderia ocupar na pirâmide social.
Ele, com os olhos entreabertos e com os movimentos anormalmente vagarosos, aparentando ainda estar um pouco ébrio, começou a esparramar com as mãos as cartas de baralho que estavam no braço direito do trono real, deixando com que algumas caíssem ao chão. As cartas, espalhadas por todo salão real, retratavam as várias e várias jogatinas e capotes da madrugada anterior, os quais ele mesmo fomentou. Ele havia patrocinado uma farra regada à bebidas alcoólicas caras na madrugada daquele dia, junto de seus companheiros mais íntimos. Por mais uma vez. Os eventos alcoólatras apadrinhados por ele eram corriqueiros, praticamente diários.
Ele seguia espalhando as cartas do baralho, até que uma lhe chamou a atenção. Era um rei. Um rei de espadas. Não era o roupão vermelho do rei, fragmentado em mandalas, que lhe atraía. Muito menos as espadas coloridas que ele segurava em cada uma das mãos. Nem o bigode, nem o cabelo, nem a coroa. O olhar. Os olhos daquele rei eram diferentes dos demais. Eram intimidadores. Transbordavam malícia e davam um sentido maquiavélico àquela carta. De todos os reis do baralho, aquele, sem dúvidas, era o mais perspicaz. O que tinha a maior agudeza de espírito. O mais astuto, talentoso, inteligente e toda e qualquer palavra que remete a um privilegiado intelecto ardil. Ele pegou a carta em suas mãos e apreciou-a por alguns instantes, rindo. Até que, levou o rei de espadas até o braço esquerdo do trono do rei, onde havia uma taça de ouro da noite anterior, cheia de vinho até a metade. E então, mergulhou a carta no vinho, por diversas vezes, repetidamente.
_ Beba, reizinho. Beba. Que, por hora, é o melhor que se faz. O álcool foi inventado pelo homem para suprimir o tédio diário, você sabe bem. As mulheres também vão te distrair com seus corpos, se você assim quiser. Mulheres e bebidas. É por isso que a nossa passagem terrena vale a pena, não? Beber para as mulheres. Beber por causa de mulheres. Beber junto das mulheres. Afinal de contas, o mundo está de braços abertos para te servir. Os miseráveis tem a honra de dividir uma geração contigo, alguém tão genial, tão brilhante, tão divino. É dever deles a solicitude para com você, não acha? Grandes conquistas virão, reizinho. Muito maiores do que qualquer ratazana européia um dia já pôde imaginar. Mas enquanto as glórias ainda não se concretizam, beba. Somente beba. Até desaparecer-lhe o fígado.
Uma voz juvenil, neste momento, cessou o seu delírio abruptamente.
_ Meu rei! Mil perdões por interromper-lhe!
Era um jovem e raquítico soldado. Parecia nervoso por estar em presença de alguém tão importante. Tinha como suas vestes o uniforme-modelo dos cavaleiros da Ordem do Templo, utilizado nas cruzadas do século anterior. Todavia, distinguia-se destes pela tonalidade azul-marinho substituindo a vermelho-sangue e por conter um brasão com a letra "P" no lado esquerdo do peito de sua armadura.
_ Já interrompeu, ora! Por que me solicita o perdão, asno?
_ Então perdoa-me por lhe solicitar o perdão, meu rei, se isto ameniza o meu deslize. Vim somente lhe transmitir um recado da rainha. Ela me pediu para vir lembrar-lhe que está quase na hora de discursar para o povo. A rainha e os membros da elite já estão na sacada do castelo. Sua louvável presença é a única que falta para o início do discurso real.
_ Ah! Claro! Já havia me esquecido. A ressaca me veio mais forte do que o habitual nesta manhã. E se não estivesse tão em cima do horário, queria embriagar-me antes do enunciado. Você já imaginou? Tente imaginar, se o seu retardado intelecto não te impedir. Discursar completamente bêbado! O povo, sem dúvidas, acharia fantástico! O que achas, capacho? Dê-me sua opinião, por mais desprezível que seja.
Enquanto falava, ele levantou-se e desceu os degraus do trono real com dificuldade, cambaleando.
_ É... Seria memoroso! Com toda a certeza!
_ És um bom rapaz, soldadinho. Você é dos meus, eu tinha a pia convicção! Inclusive, acho que a sua figura é a que falta para completar nossas diversões alcoólicas que ocorrem depois do último badalar do sino. O que me diz, meu companheiro? Licor e vinho à vontade depois do horário dos mortos! Está de acordo?
_ Verdadeiramente, meu rei?
O soldado recém-formado olhou para ele com o olhar mais inocente que se pode imaginar.
_ É claro que não, capacho! Onde já se viu? Uma barata do exército imperial feito você em meio aos mais finos nobres! Tira-te as patas do meu salão real, imbecil!
O soldado saiu imediatamente da sala privada do rei, trêmulo. Ele, em todo o tempo com um largo sorriso no rosto, gargalhou de suas próprias anedotas. Ainda assim, a informação que o seu subordinado lhe transmitiu estava correta. Faltavam poucos minutos para o discurso semanal do rei para os seus populares. Era mais um domingo gelado de inverno. Ele seguiu pelos cômodos e corredores do Castelo de Woodyard. Conforme caminhava, escutava um coro uníssono, em êxtase, que se tornava mais forte conforme ele se aproximava da sacada do castelo.
_ Vida longa ao rei! Vida longa ao rei! Vida longa ao rei!
Ele, enfim, chegou até a sacada. O povo ali presente, em frente ao castelo, engrossou ainda mais o hino quando o viu. Com os braços abertos, de aparência amigável e singela, ela acenou para o povo que estava abaixo, como sempre. A rainha, idem, estava ali, sempre à sua direita, ora envolvida pelos braços dele, ora também saudando o público.
_ Bebi o dobro do que você bebeu nesta madrugada, meu amor. E despertei três horas antes de ti. Cômico, não acha?
_ A força feminina! É o que nos mantém no poder!
Sua esposa era uma mulher de quase trinta anos de idade. Os efeitos do tempo, entretanto, inegavelmente eram muito gentis com ela. Aparentava ser dez anos mais jovem. A rainha chamava a atenção, sem sombra de dúvidas, pela beleza física: mulher de corpo esbelto, e de rosto tão atraente quanto.
Ele, enfim, deu início ao pronunciamento real. De cunho populista e com muita convicção em toda frase que proferia, ele exaltou a laicidade de sua monarquia. Alegou que não admitiria, nem por cima do seu cadáver, que a coroa compartilhasse o governo com o Papa. Como o de costume, apontou o dedo para a Igreja Católica, condenando-a pelo massacre estúpido daqueles que ela julgava como infiéis. Posteriormente, reiterou o seu compromisso com as camadas mais baixas da sociedade. Se auto-intitulou como o pai dos pobres. Alegou que reduziria o preço do trigo pela metade. E ganhou ainda mais a simpatia de seus ouvintes quando comunicou que distribuiria pães de forma gratuita em alguns pontos dos vilarejos de seu reino, garantindo o direito básico da alimentação para todos e todas. Penhorou, também, que os soldados, tanto os da elite quanto os do império, seriam valorizados e teriam a sua dignidade garantida. Afinal, segundo ele, na sua visão de governabilidade não existiam reis e capachos. Existiam seres humanos buscando um bem comum. E, finalmente, levantou a sua principal bandeira: garantiu que, enquanto ele tivesse a coroa sobre a sua cabeça, homens e mulheres seriam iguais. Os mesmos direitos. As mesmas funções. Os mesmos papéis na sociedade. Exaltou com as mais fascinantes palavras o arquétipo da mulher independente e empoderada. Discorsou primorosamente durante quase trinta minutos sobre a suma importância da equidade dos sexos em um meio social evoluído.
O povo foi ao delírio, como já era costumeiro no pós-dicurso do rei. O barulho era ensurdecedor. Toda gente gritava o seu nome à todo pulmão, confiando cegamente na benevolência de seu líder. Ele era uma unanimidade entre o povo. Não havia uma alma viva que abrisse a boca para reclamar de sua forma de reinar. De suas ideologias modernas. Era um verdadeiro rei hegemônico. O mais perto que se havia de Deus em solo terreno. Ele, por sua vez, sequer lembrava do que havia dito em seu discurso alguns minutos antes. Sua cabeça estava em outro lugar. Nas nuvens. Só conseguia pensar nas fartas moedas da corrupção caindo sobre suas mãos - que financiavam esbórnias, orgias, bebedeiras e afins suas, da rainha e de seus aliados mais próximos - e no futuro promissor de seu império populista, que em um dia não tão distante haveria de se expandir para os quatro cantos da Europa, em um reinado jamais visto antes na história da humanidade.
Assim que terminou o seu enunciado ao público, em meio aos berros que manifestavam apoio ao seu reinado, ele arregaçou a sua manga esquerda, revelando o mesmo o rei de espadas de outrora, a mesma carta que ele havia embebido no vinho. Ele havia a escondido em seu uniforme imperial quando saiu do salão real.
_ Vês isso, reizinho? Isso não é nada. É um grão de areia perto do império gigantesco que Júpiter te reserva. Terá o mundo aos seus pés, é inevitável. A ordem cósmica quis assim. As próximas maltas vão aprender sobre o seu nome. Sobre tudo que te envolve. E até sobre o seu sabor de licor preferido. E você? Você só deve saber o seu próprio nome. É o que mais importa. Reizinho, é assim que gira o ciclo da vida: manda quem pode, obedece quem tem juízo. E eles tem. Você vê cada vez mais de perto que tem. O universo deve respeito por aquele que já nasceu abençoado. E ninguém vai ser capaz de te impedir, reizinho. Ninguém. Nem mesmo Deus.
Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
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2018.06.03 20:44 macaco3001 Índia Malhoa é a melhor artista portuguesa de todos os tempos

São muitos os nomes em que pensamos quando nos referimos aos melhores músicos portugueses: Amália Rodrigues, Rui Veloso, Quim Barreiros, Salvador Sobral... Mas há um nome que não aparece tanto como devia. Refiro-me, obviamente, à maior artista da actualidade, Índia Malhoa.
Poderia falar de vários dos seus êxitos, "Histórias do meu Diário", uma bela história de amor ou mesmo "DJ aumenta o som", mas irei centrar-me no seu mais belo poema, "Lollipop". Lollipop pode parecer uma música azeiteira ao ouvir pela primeira vez, derivado até da sua mistura de dialectos e aparente falta de conteúdo interessante, sendo que ao chamar ao seu cão "Lollipop", Índia parece estar a sugerir que aprecia aplicar um bom felácio no seu cão. Pretendo através deste texto mudar esta visão injusta daquela que é, sem dúvida, a melhor música portuguesa de todos os tempos.
O verdadeiro tema deste poema é a igualdade de género. Confusos? Passo a explicar: No 3º verso da 6ª estrofe, o sujeito poético, referindo-se ao cão, proclama "Ele é rosa e azul". Qualquer pessoa que esteja a visualizar o videoclip poderá facilmente verificar que o cão em questão não é rosa, nem azul. Concluímos então que este verso tem algum significado não literal. Rosa é uma cor usualmente relacionada ao género feminino, e azul ao género masculino, ou seja, o cão tem características normalmente associadas a um dos géneros e não pertence exclusivamente a um deles.
Agora uma pergunta relevante que se pode levantar é, porque é que Índia Malhoa aparenta estar a falar de um cão e não de uma cadela? Isto ocorre pois o cão é referido com um "ele", como se pode observar nos versos "Ele é nice, ele é cool / ele acompanha-me até à school". No entanto, a palavra "cão" nunca é utilizada, sempre sempre substituído por "dog" que se pode referir a ambos os géneros. É importante realçar que o pronome referente ao cão em inglês é sempre "It", como se verifica no verso "It's my lollipop". É claro que este pronome é frequentemente usado na língua inglesa quando se refere a animais, no entanto, não é normalmente utilizado quando existe uma relação próxima com o dito animal, como é aqui o caso. Índia usou propositadamente este pronome de forma a não discriminar o seu género, algo que não é possível fazer na língua portuguesa, justificando assim a introdução aparentemente azeiteira de outro dialecto.
No entanto parece existir algum desequilíbrio derivado do uso do pronome masculino e nunca o feminino, no entanto, a 12 de Janeiro de 2013, no reputado programa "Não há Bela sem João", India revela que a música é inspirada na sua cadela, repondo assim o equilíbrio.
Falta apenas apresentar a última e mais relevante prova de que é esta a interpretação certa. O nome do cão? Angel. O que se significa angel? Anjo. E como é facto conhecido, os anjos não têm género.
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2018.03.01 10:46 jopeu2 IDIOMAS

A TORRE DE BABEL - Nada esta mais vigente na atualidade que o mito da Torre de Babel, só que não são os diferentes idiomas que complicam, o que complica é o fundo, a base do idioma ou expressão de transmissão humana. A existência de tantos idiomas diferentes nos demonstra que não são tão importantes às regras gramaticais nem os sons. Pois a transmissão humana é a tentativa de expressar e transmitir experiências e sentimentos de um indivíduo para outros. Quem expressa emite com sua compreensão, mas ninguém recepciona o que outro expressa. Como todos os seres humanos são diferentes e únicos, nunca é igual à recepção de uma pessoa, com nenhuma outra, pois isto depende das experiências individuais de cada um. Geralmente cometemos o erro de supor, que o entendimento do outro seja igual ao que nós temos e expressamos. Por isso o importante é a compreensão, o entendimento que o homem possa obter na transmissão. Mas na humanidade nunca ensinaram o “como compreender”. A palavra compreender vem do latim, “compreendere”, que quer dizer: colocar junto todos os elementos. Mas a compreensão humana vai muito além disso, ela comporta uma parte de empatia e identificação. O que faz com que se compreenda alguém que chora, por exemplo, é saber o significado da dor ou tristeza desse sentimento expressado no ato de chorar. É isto que permite a verdadeira comunicação humana. A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la. E isto está se agravando, estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de individualidade, onde se desenvolve o egocentrismo e egoísmo, que como consequência alimenta a autojustificação e a rejeição ao próximo. A compreensão humana é um processo complexo e amplo. Mas aqui vamos a expressar especificamente a compreensão sobre os idiomas, a expressão oral e escrita, denotando que o “significado” dos vocábulos é o que realmente é importante. O som e as letras não têm tanta importância. Se mudarmos a palavra sem mudar o significado, nada mudaria, chamemos ao amor ódio, ou ao bem mal, nada mudaria, pois o importante é o significado da palavra. Para a humanidade poder crescer em compreensão e consciência, as expressões devem poder abarcar explicitamente todos os mundos existentes, não só o físico, mas também, o mundo mental e o eterno. O eterno nos idiomas é expressado pelo vocábulo Verdade, o qual só pode ser imutável e inalterável, único. Não existem duas verdades diferentes e muito menos uma verdade de cada um. Os idiomas são a tentativa de expressar e transmitir experiências e sentimentos por um indivíduo, onde a palavra expressa, tem o significado da compreensão de quem fala, mas ninguém recepciona o que outro expressa, da mesma forma como este pretende que se entenda. Nos dias de hoje existe uma grande confusão, pois falamos com muita gíria e modismo, usando indiscriminadamente sinônimos que aparentemente sem consequências, compromete a compreensão e gera confusão. E o pior, é que essa confusão passa desapercebida. Como também a falta de expressões que diferenciem os diferentes planos da existência, especialmente ao físico, mental, e eterno, nos leva a uma confusão em nosso entendimento, impedindo-nos de uma compreensão ampla e real. As regras gramaticais são uma tentativa de que o entendimento seja o mesmo para todos dentro de um idioma em particular, mas deveriam priorizar o significado dos vocábulos, fazendo que sejam mais rígidos e explícitos, ademais de especificar todos os diferentes planos que possam existir, que nos manuseamos no caminho da vida. Uma coisa importante é dar ao vocábulo Verdade o seu real significado de eternidade e unicidade. As palavras como o vocábulo “Verdade” usado indiscriminadamente, faz com que o ser humano adoeça. Porque ele se confunde entre o real significado do vocábulo Verdade, que refere-se a aquilo que é “Eterno”, com as coisas mutantes do dia a dia. Devemos ter muito presente, que o ser humano tem o poder de dar o “Valor de Verdade” a qualquer coisa, seja ela qual for, mesmo que seja absurdamente falsa. Se isso acontece conosco não conseguiremos compreender, pois não diferenciaremos o eterno do transitório, impedindo-nos de reconhecer o caminho que devemos seguir. Andaremos a deriva como hoje sucede com 90% da humanidade.
As expressões dos vocábulos Verdade, Realidade e Ilusão, bem compreendidos e expressados de acordo ao significado correto, faz que com suas diferenças nos permita obter uma maior compreensão do meio, de nós e da nossa vida. De acordo a como compreendemos é como nos expressamos e atuamos. Mas devemos viver essa mudança no dia a dia.
Para poder penetrar no mundo de uma consciência mais ampla, devemos expressar com a palavra “Verdade”, somente aquelas coisas que forem eternas, as outras, aquelas coisas que estão em constante mudança, é onde deveremos usar a palavra “Realidade”. É importante compreender a diferença, realidade é aquela coisa que hoje “é”, mas como se refere ao mundo fenomenológico que é transitório, antes não “foi” e amanhã não “será”. Verdade é referente ao eterno, aquilo que ontem, hoje e amanhã por sempre será. Podemos usar de uma artimanha para melhorar a nossa compreensão. Devemos ter em conta que uma das características do ser humano é a busca permanente pela verdade. É o desejo de comprovar a veracidade dos fatos, e de distinguir o verdadeiro do falso, o eterno do transitório. Assim pois, para poder realizar mudanças internas na nossa consciência, podemos usar os vocábulos “Verdade e Realidade”, para expressar e compreender melhor o nosso mundo e o nosso ser. O mais importante é o que essa mudança faz dentro de nós. A medida que praticamos diferenciando os diferentes planos com as palavras, dentro de nossa mente, amplia-se nossa compreensão, e vamos adquirindo uma consciência maior de todas as situações. Se usamos a palavra “Verdade”, somente quando desejemos expressar aquelas coisas que forem eternas, sem principio nem fim. Estaremos denominando especificamente tudo aquilo que possa ser entendido como base dos universos, Deus, e praticando na vida diária uma diferenciação entre o eterno e o transitório. Isso nos elevará o nível espiritual, já que diferenciara claramente o plano espiritual como um plano a parte, eterno, diferente deste mundo, no qual existimos como corpo e somos parte. Mas se utilizamos o vocábulo Verdade para determinar situações que não são eternas, teremos como consequência uma grande confusão. Isso é o que existe hoje. Realidade seria a palavra adequada para referir-se ao mundo que nos rodeia, que está em constante mudança. Toda a criação faz parte da Realidade, só que para o homem, aquelas coisas que estão afastadas, que ele não vivencia, é como se não existissem. Mas existem e fazem parte da realidade de outros seres. A Realidade do homem, é o seu corpo, a sua mente consciente e o mundo que o rodeia; ou melhor expressado, a sua realidade individual. E diremos que em lugar da palavra verdade, “sim foi real a expressão dita por fulana”, ou “sim foi real, isso aconteceu” Dessa forma é que conseguimos praticar na vida diária, uma diferenciação entre o eterno e o transitório. E com essa maior compreensão, poderemos inclusive facilmente intuir se os fatos são verdadeiros ou falsos.
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